Interconexões Humanas é bem vindo a Angola diz Rapperes Angolanos

No sabado que vem dia 6 de Fevereiro pela segunda vez eu Simão Pascoal Hossi, vou a Rádio Viana uma Estação de Rádio Comunitária do Grupo Rádio Nacional de Angola falar do Instituto VOZ e dos contactos e parcerias com projecto ponnto de cultura e InterConexões humanas Brasil Africa.

A primeira ves que isto aconteceu foi no dia 16 do mes de Janeiro, o programa se chama Rompimento Fm, virado para os novos talento do estilo e movimento Hip Hop nas Comunidades de Luanda Cidade Capital de Angola, havendo uma considencia que o seu apresentador o jovem Luis Candeia que tambem se denomina o guduzila do game, ter sido meu colega do curso de Jornalismo no Centro de Formação Proficional de Jornalistas CEFOJOR e terem gostado do projecto de haver ese contacto com o Rap feito alem fronteira ou seja alem da Africa no Caso Brasil, os Raprer conhecidos como Kool Klever, Flagelo Urbano, na qual eu falei-os da proposta gostaram e estao aberto para dar a sua contribuição, sendo que o Rapper Kool Klever é tambem apresentador de dois programa de Rapper.

Ja os manos novos da nossas quebradas aqui estão muito satisfeito com a proposta deste contacto de interconexões Humanas com os Palops  e o Brasil em especial todo porque as novas tecnologias hohe nos ajudam a assim poder estar a trocar ideias com os manos de outros Países e não fim de sitação esplicou um dos Rapper da nova geração, e jovem apresentador Luis Candeias é activista de Hop Hop e esta muito aberto para com esta iniciativa de dar oportunidades de os Angolanos interagirem com os Brasileiros e vice -versa.

Escrito por: Simão Pascoal Hossi

A Selecção do Togo é atacada em Cabinda pela FLEC

A Selecção Nacional do Togo, foi atacada na semana pasada quando assim se dislocavam de Onibus da fronteirra entre a Replica Democratica do Congo em direcção a provincia mais a norte do País, foi assim que as tropas da Flec  na qual na sua estrategia de demostrar o porblema que eles enfrentam naquela provincia mais a norte de Angola.

A Flec, quer a independencia daquela provincia e o Governo Angolano no ano de 2008 com o actual Ministro sem Pasta bento Bembe, que na analise dos analistas como Justino Pinto de Andrade, Esmael Mateus, Siona Casumiro, Alberto Tunga e outros, como os activistas de direitos humanos de Cabinda acham que aquele acordo foi feito com pessoas erradas, como Bento Bembe ser um cidadão Angolano com problema com a Justiça Internacional, e para assim mascarar as coisas foi se associando as actividades do Governo Angolano e ele não tem legitimidade de ser o responsável para a assinaturo daqueles acordos do Namibe.

As Organizações como as ex- Mpalabanda, Mãos Livres,Open Society,Coordenação dos Direitos humanos,e outras individualidades, activistas, politicos daquela região a muito forram alertar ao Goverdo de Angola para negociar com as pessoas certas do problemas e muito támbem se denunciava as varias violações de direitos humanos prições arbitrarias de jornalistas nacionais e internacionais, o abuso de poder naquela provincia, o repatriamento esforçado dos Cidadão ilegais do Congo Democratico e não só,  a propria questão do Petroleo que Cabinda tem e pouco beneficiar os naturais e o control politico daquela Cidade em questão fez hoje com a morte de 2 jogadoresdaquela seleção e um Angolano trazer atona o problema que o proprio Governo negava que egistia, os inocentes que tinham somente como fim participar na Taça das Nações de África, que são os nossos irmaos Togoleses alem dos feridos, o nosso Governo e os outros que se pronunciaram acham que isto é uma acção de terrorrismo, e pediu ajuda internacional para combater contra a Flec de Nzita Tiago e outros mais para mim é disnecessário seria somente a coragem do Governo chamar os protagonistas reais para o dialogo e chegar a uma solução, a Flec não é um grupo como do Biladen estes são Cidadão Angolanos ou Congolenses que lutam pelos seus direitos que  não são garantidos anos e anos que eles reivendicam as Organizações da Sociedade Civil que tem apresentado este problemas são acuzados de agitadores e muito mais e assim o problema vai se arrastando sempre e sempre .

Escrito por: Simão Pascoal Hossi

★ ♕ Da Minha Hip Hop Parte 2009 ♕★

“Eu não sou da velha e nem da nova escola, o barato é que tudo se transforma…”
2009 anos de mais uma dita crise econômica, de identidade, da caça ao caçador da oferta à demanda; primeiro semestre incógnito, apreensivo, caótico…; será que para as multinacionais imperialistas ou para as nações e seus povos rotulados de periféricos e terceiro$ mundistas?!
Respira-se mais… , reaquece,… Certo alívio, configura-se cenário mais palpável, entendível e pseudo compreensível, que paradoxo é esse?!
Todo esse turbilhão foi gerado por quem? Qual a intenção?

O HIPHOP  organismo vivo, reesignifica a cada momento nacionalmente nas tempestivas oscilações do sistema, mas o fenômeno não para….;
como diz o MV CDD “O bonde não para…;” Principalmente para aquel@s que fazem, lutam e acreditam no H2 que nunca parará!

A Conquista do Ponto de Cultura “Literácia Midiática e Arte Urbana”, mais uma plataforma do coletivo IVoz  com a dinâmica audiovisual, Hip Hop e Tecnologia.

A caminhada do grupo que faço parte 2PRA1 Sound System. “Graffito Pipocando o meu Sonoro Som” (Graffiti com Pipoca na Cabeça, mais uma vez aguardem).

Integração de novos membros no IVoz  para o fortalecimento da Construção de Rede e Ativismo Hip Hop. O Projeto “Quintas Substanciais” que ocorreu no primeiro semestre do ano vigente e retorna em 2010, com muito Underground RAP;

O Fortalecimento das Interconexões Humanas com Moçambique e Angola (Inter-relação Hip Hop com os países do idioma Português) e a conexão com companheiros de luta do Hip Hop Latino Americano, os Chilenos da Sudaka, M-16 e Urb Rock.

Colaborar com o Blog Coletivo MTV, especializado em Cultura Hip Hop.

H2 Articulação

A Comunicação Militância e Atitude – CMA HIPHOP com o objetivo central de potencializar a comunicação do Movimento Hip-Hop Baiano e dos Movimentos Sociais.  Bob Controversista, Educador e Articulador do Hip Hop vertente político-socio-cultural. Literatura Suburbana “Guinho, Jader e Réu”,  coletivo da ZN SP, Brasilândia, que trabalha com a Cultura Hip Hop, A cultura afro e desenvolvimento da Lei 10.639/03 e a Literatura marginal, escrita por moradores das comunidades. Sérgio Vaz Vira-Lata da Literatura Cooperifa , Sarau do Rap e mundão.

Galera do Quilombaque – Perus e todas ações e conquistas que realizaram em 2009. Saudações para Negra Moni, Lee83  &  Simples Rap’ortagem- Salvador/Ba

As mulheres cada vez mais representando na cena

PriFenix-Baile Soul Brasil, Tiely Queen-Hip Hop Mulher, Flora Matos, Lurdes da Luz,Roberta Estrela D’Alva, Negra Giza, Lívia Cruz, Nathy MC, Poetiza, Camila CDD, ReFem,L. Playmo Beats, Paty de Jesus, a Crew de DJs Applebum (DJs Lisa Bueno, Simmone, Mayra,Vivian Marques e Tati Laser).
Sem citar todas as Marias e muitas outras mulheres que fazem acontecer.

Mixtape | EPs

Emicida, Pentágono, Flora Matos e StereoDubs. Especialmente Emicida pelas indicações e críticas que vem recebendo do seu trabalho e em contrapartida a musicalidade do RAP nacional e o seu exercício na Música Popular Brasileira. Estamos no aguarde daqueles mais  que aguardados!

A Arte Urbana

A conceitualização e propagação que vem ganhando a Arte Urbana Brasileira cada vez mais nacional e internacionalmente.
A exposição Os Gêmeos na FAAP e o espetáculo “O Estrangeiro”, que o grupo francês Plasticiens Volants, em parceria com Os Gêmeos no Vale do Anhangabaú.
No MASP De dentro para fora / De fora para dentro; os artistas Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão.
O “Meeting of Styles”, em São Bernardo do Campo/ABC, o maior acontecimento de graffiti no mundo, onde maiores artistas do país e internacionais  fizeram uma imensa produção.
O Filme de João Wainer, fotógrafo e autor de Pixo, primeiro e único documentário sobre a pixação, atividade de milhares de jovens paulistanos desde a ditadura militar.
Não podemos deixar de lado todo cenário da paisagem urbana: nas ruas, becos, avenidas, vielas, faixadas; dos pixos, tags, stickers, stencils, graffitis e muito vandalismo…

Toca Discos

Clã Leste, com os DJs Zulu, Erick Jay, RM e Soares, ganharam o DMC Teams Brasil e disputaram a final mundial do DMC Teams que aconteceu em Londres no mês de setembro. O primeiro time a representar o Brasil nesta modalidade e sagrou-se o time 4º  Colocado no mundial!
Mais uma vês na turntables resistência, os projetos Singela Homenagem e Hip Hop DJ (Campeão do Rio) fizeram a diferença na valorização do Dee Jay, da Cultura do Vinil e da performance dos pratos.

Eventos

O Indie Hip Hop com o/a inesquecível Mos Def e toda crítica. A Proposta começou em 1999 com o nome de Du Loco, edição que trouxe o Bambaataa, De La Soul, Jurassic 5, Talib Kweli, Lyrics Born, Blackalicious dentre outros grupos internacionais e nacionais de sempre, completando 10 anos agora!

ZAP! Zona Autônoma da Palavra é a primeira noite de “Poetry Slam” (batalha de poesia) do Brasil. Acontece toda segunda quinta-feira do mês na sede do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos-Teatro Hip Hop.

Prefuse 73, no CCJ fundir elementos do rap, instrumentais de jazz, punk e música eletrônica…colei!

Amores começados, terminados e começados, assim caminhamos para 2010. Axé!

Mais informações sobres os acontecimentos de 2009 no H2:

http://mtv.uol.com.br/coletivo/blog

Revista Platina – Conteúdo Angolano em Português

Criada em 2009 a fim de promover, através de um portal de conteúdo, a interatividade e a valorização do profissional do mercado de entretenimento para jovens  jovens profissionais com experiência no segmento de programação e criação de conteúdos multimídia e de entretenimento.  A revista também conta com uma comunidade virtual onde o usuário cadastrado tem direito a participar de promoções, premiações, postar artigos e participar de fóruns.

Uma iniciativa importante para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa que agora conta com mais um canal de expressão da voz angolana no ciberespaço.

Parabéns aos editores da Revista.

link:
http://www.revistaplatina.com

A Missa Luba e cantos tradicionais africanos

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Coro Luther King em ”Afrocantos”

Cantos africanos e afro-brasileiros acompanhados de tambores originais africanos e de percussão brasileira. Um encontro de culturas, religiões e tradições com o pano de fundo musical da ”Missa Luba”, composição dos anos 60, originária do Congo, que se baseia nas partes cantadas da missa cristã em latim como tapete para a percussão dos mágicos tambores da Guiné – o Djembe, o Dumdum e seus companheiros. A Missa Luba é a primeira obra musical verdadeiramente sincrética do ”ritual” africano, exemplo típico de criação coletiva, baseada em cantos tradicionais congoleses.

Para este concerto, a Rede Cultural Luther King, apresenta uma versão da Missa Luba que agrega as três principais religiões da África e da América: cristã, muçulmana e a tradicional animista, acrescida de cantos rituais do Kenya, Africa do Sul, e pérolas do repertório afro-brasileiro.

Local
Auditório Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 2 (Administração), Vila Mariana.

Ingressos
R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)

Deu no Le Monde: Aumentam os investimentos para que a África tenha acesso à Internet de alta velocidade

por
Philippe Bernard

Conectar-se à Internet na África é como telefonar na França dos anos 1960. Conexões aleatórias, velocidade de transmissão terrível, panes inesperadas, às vezes com cortes de eletricidade que tornam inúteis as horas de paciência. “Uma carroça puxada por mula sobre uma autoestrada”, resume um internauta do Moçambique no site da BBC. No Quênia, uma propaganda de Internet rápida mostra um executivo furioso batendo a cabeça em seu computador.

Então é uma boa notícia para o continente: o primeiro cabo de fibra ótica que liga a costa leste à Europa e à Ásia acaba de ser inaugurado nas cidades portuárias de Mombasa (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia). Ao longo de 17 mil quilômetros que atravessam o oceano Índico, essa nova artéria do planeta comunicante conecta África do Sul, Moçambique e Tanzânia a Marselha, Londres e Mumbai. Metade do investimento de 420 milhões de euros foi cedida por operadoras e investidores sul-africanos, e a outra metade por quenianos e americanos.

Abusando de frases grandiloquentes, os empreendedores desse cabo chamado “Seacom” anunciam uma redução de 90% do custo de acesso à Internet rápida para as operadoras e uma velocidade dez vezes maior. De fato, as novas capacidades oferecidas deverão melhorar o desempenho e os preços de uma Internet africana que muitas vezes depende de ligações por satélite, mais caras e menos eficientes.

Mas “o despertar de uma nova era para as comunicações”, segundo seus discursos, não é um acontecimento singular.

Só no ano que vem, quatro outros cabos – dois na África Ocidental (GLO-1 e MaIN OnE), dois no leste do continente (TEAMs e EASSy) – serão ativados, e dois outros até 2012. O aceleramento é considerável: antes da Seacom, a África Oriental não tinha a fibra ótica, e a África Ocidental tinha um único cabo, SAT3, em serviço desde 2002. Diversas dessas instalações, cuja cabeça-de-ponte é a África do Sul, estarão prontas para a Copa do Mundo de futebol em 2010.

“A mudança foi radical: a Internet é agora considerada como um elemento estratégico pelos governantes africanos”, constata Georges Krebs, diretor-geral adjunto das redes submarinas na Alcatel-Lucent, um dos principais fornecedores de cabos. “Um corte na Internet é sentido tão duramente quanto uma pane elétrica. Cortes acidentais no Sudão ou no Egito foram tratados como questões de Estado”.

Educação, medicina, centrais de atendimento, turismo, informação: não faltam aplicações da Internet em um continente que, superando todas as expectativas, adotou de forma maciça e rápida o celular como um substituto à mediocridade das estradas e da rede telefônica fixa, adaptando seus usos à pobreza que prevalece. Além disso, os economistas consideram a Internet como um acelerador de crescimento. Um recente estudo do Banco Mundial avalia que um aumento de 10% dos pontos de acesso à Internet rápida gera 1,3 ponto de crescimento.

É verdade que na África, onde em média menos de 5% da população utiliza a Internet (0,5% no Congo-Kinshasa, mas 8% no Senegal), a margem de crescimento é enorme. Em termos de velocidade, visto que o imenso continente só dispõe, por enquanto, de um terço da capacidade de um Estado como a Índia, segundo a União Internacional das Telecomunicações. Mas também em termos de preço, uma vez que lá o custo de acesso é de 5 a 10 vezes mais alto que em países desenvolvidos. Em um ciber-café de Brazzaville, a hora de conexão (lenta) custa metade do equivalente à diária de um salário mínimo ideal.

“O grau de crescimento da demanda com poder aquisitivo – o índice é de dois dígitos em um ano – é tão alto que não há risco de capacidade excessiva dos novos equipamentos”, garante Vivek Badrinath, diretor-executivo da France Telecom. Ele responde dessa forma aos observadores que destacam a propensão das “operadoras históricas”, também coproprietárias do cabo existente, a trancar seu acesso para impedir seus concorrentes de poderem acessá-lo, causando a escassez. Em certos países, o uso do telefone pela Internet é proibido às empresas para proteger o mercado da telefonia fixa.

Localmente, os antigos monopólios sobre o telefone muitas vezes ficam nas mãos dos clãs no poder. A France Telecom Orange, bastante presente nas operadoras africanas, exibe “a democratização da Internet” como “uma prioridade estratégica”. A Internet sem computador, ou seja, a difusão de terminais do tipo iPhone simplificados e fabricados na China ou na Europa, poderia ser seu vetor na África. Por falta de cabeamento terrestre suficiente, as redes de telefonia móvel parecem estar em melhor posição para popularizar o acesso à Internet.

Resta saber se as novas capacidades oferecidas encontrarão uma demanda com poder aquisitivo, e se a concorrência favorecerá tarifas mais acessíveis. Sem se comprometer com a redução dos preços, Badrinath acredita que a insuficiência do acesso ao cabo impediu até o momento moderar as tarifas.

De fato, a concorrência deverá se intensificar na África Ocidental, onde os principais empreendedores dos dois projetos de cabeamento concorrentes são a francesa Orange e operadoras sul-africanas, presentes nos países servidos.

Eric Bernard, autor de uma tese sobre a Internet na África Ocidental, duvida de uma verdadeira democratização. “Por que monopólios de fato, cujos clientes são fieis, abaixariam seus preços?”, ele questiona. “Será difícil para eles encontrar um número suficiente de clientes com poder aquisitivo e munidos de computadores para compensar a diferença de lucro”.

O futuro dirá se essa competição beneficiará também os países da África Central. Cercados, eles dependem ou do satélite – que tem a vantagem de servir uma zona inteira sem infraestrutura terrestre -, ou da boa vontade de seus vizinhos que têm uma orla marítima.

Pois os cabos não são simples canos de som e imagem. Sua cartografia reflete a realidade das relações econômicas. Dessa forma, a Nigéria e a África do Sul, potências dominantes do continente, são as principais empreendedoras africanas dos cabos. Os novos cabos costeiros permitirão ligar os países africanos que interessam ao mundo rico (destino de 90% do tráfego), mas também entre eles diretamente. Uma pequena revolução em relação à situação atual, onde 75% do tráfego interafricano transita (via satélites) por plataformas nos países do Norte, que recebem deles os benefícios.

Entretanto, a conquista pelos africanos de seu ciberespaço continuará limitada: pelo jogo das filiais das operadoras e das participações financeiras nos consórcios que administram as ligações em fibra ótica, europeus e americanos continuarão a manter a melhor parte.

Tradução
Lana Lim

fonte
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2009/08/24/ult580u3883.jhtm

Programa XPTA.LAB

Edital foi divulgado nesta quinta-feira (dia 13) e as inscrições estão abertas até 13 de outubro.

Foi publicado nesta quinta-feira, 13 de agosto, no Diário Oficial da União, o edital Programa Laboratórios de Experimentação e Pesquisa em Tecnologias Audiovisuais (XPTA.LAB). O programa – que visa apoiar laboratórios voltados para a pesquisa e experimentação em tecnologias audiovisuais – foi apresentado pelo secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin, no último dia 11, em uma coletiva de imprensa em São Paulo.

O edital permite a inscrição como projetos, dentre outros, de jogos digitais; consoles de videogame; dinâmicas de web; aplicativos para TV digital, celulares e televisão com protocolo de interntet (IPTV); e smart phones de qualquer gênero e temática. Podem se inscrever entidades e instituições jurídicas públicas e privadas que atuam no setor de desenvolvimento de trabalhos em plataformas digitais e tecnologias audiovisuais. O período de inscrição é de 13 de agosto a 13 de outubro deste ano.

XPTA.LAB

O Programa vai selecionar quatro projetos de excelência nas áreas de plataformas digitais. Relacionados a cada um, devem ser apresentadas ainda propostas de doze projetos consorciados, que serão módulos a serem desenvolvidos obrigatoriamente por pessoas jurídicas ou físicas consorciadas ao proponente principal do projeto.

Com um ano de prazo para sua execução, cada projeto contemplado receberá R$ 850 mil, sendo que R$ 450 mil serão investidos no desenvolvimento do projeto de excelência e R$ 400 mil nos módulos a ele relacionados. A iniciativa do Ministério da Cultura é realizada, em conjunto, pelas Secretarias do Audiovisual (SAv/MinC) e de Políticas Culturais (SPC/MinC), em parceria com a Sociedade Amigos da Cinemateca.

Confira o edital.

9º Semana de Cultura Hip Hop

A Nona Semana de Cultura Hip Hop construída por protagonistas do Hip Hop mais orgânico paulistano e facilitada junto a ONG Ação Educativa dentre outros colaboradores e entidades parceiras, trás em 2009 o  tema “O que Sou!? O que Penso!? Subjetividades e Resignificações”. A Semana de Cultura Hip Hop é importante Plataforma e Observatório na busca da essência da cultura hip hop, presente há 25 no Brasil. A proposta da semana é permitir olharmos para dentro do hip hop.

Ao passo de uma década a sua organização e prospecção tornaram-se um dos mais antigos e representativos cenários de socialização das práticas da cultura hip hop em suas ações locais e apresentadas a visibilidade mais coletiva em semana de atividade no centro de São Paulo. Promovida em sua essência de forma participativa a Semana de Cultura Hip Hop  terá  na sua programação: basquete de rua, oficinas, curso de produção musical, quatro sessões de diálogo, mostra de filmes e quatro noites de  apresentações artísticas, dentre outras manifestações artísticas se associam, mobilizam e fortalecem a própria cultura, na busca da sua emancipação, sustentabilidade e autonomia.

Projetos e protagonistas que fazem parte da cadeia produtiva de projetos do Instituto Voz, já participa na colaboração da concepção e na prática efetiva da semana há quatro anos. Desta vez participaram o Projeto Harmônicas Batalhas com o Racha-Show GangStyle e Soul Old School Breakers, na sonorização o Dee Jay Guinho no dia 28/07!!

O Rapper Thiago Zero Onze membro da Rede Da Quebrada pra Estrada e artista colaborador do Selo Substancial, também participa na construção da concepção da semana e em apresentação musical.

O Grupo de Rap 2PRA1 Sound System que participa da Rede de Produção Cultural Hip Hop Solidária Da Quebrada pra Estrada no dia 30/07.

Ambas apresentações artísticas serão no SESC Consolação de 27 a 31 de Julho das 18:00h as 20:00h.

Acessem:

http://www.acaoeducativa.org.br
www.myspace.com/thiagozeroonze

http://www.myspace.com/2pra1

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LUCRÉCIA PACO, EM SP: “NUNCA FUI TÃO DISCRIMINADA”

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“ENTÃO É VERDADE, NO BRASIL É DURO SER NEGRO?”

A MAIS IMPORTANTE ATRIZ DE MOÇAMBIQUE DIZ TER SOFRIDO DISCRIMINAÇÃO RACIAL EM SÃO PAULO

“Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha. Terminava a entrevista com a bela Lucrécia Paco, a maior atriz moçambicana, no início da tarde desta sexta-feira, 19/6, quando fiz aquela pergunta clássica, que sempre parece obrigatória quando entrevistamos algum negro no Brasil ou fora dele. “Você já sofreu discriminação por ser negra?”.

Eu imaginava que sim. Afinal, Lucrécia nasceu antes da independência de Moçambique e viaja com suas peças teatrais pelo mundo inteiro. Eu só não imaginava a resposta: “Sim. Ontem”. Lucrécia falou com ênfase. E com dor. “Aqui?”, eu perguntei, num tom mais alto que o habitual. “Sim, no Shopping Paulista, quando estava na fila da casa de câmbio trocando meus últimos dólares”, contou. “Como assim?”, perguntei, sentindo meu rosto ficar vermelho.

Ela estava na fila da casa de câmbio, quando a mulher da frente, branca, loira, se virou para ela: “Ai, minha bolsa”, apertando a bolsa contra o corpo. Lucrécia levou um susto. Ela estava longe, pensando na timbila, um instrumento tradicional moçambicano, semelhante a um xilofone, que a acompanha na peça que estreará nesta sexta-feira e ainda não havia chegado a São Paulo. Imaginou que havia encostado, sem querer, na bolsa da mulher. “Desculpa, eu nem percebi”, disse. A mulher tornou-se ainda mais agressiva. “Ah, agora diz que tocou sem querer?”, ironizou. “Pois eu vou chamar os seguranças, vou chamar a polícia de imigração.”

Lucrécia conta que se sentiu muito humilhada, que parecia que a estavam despindo diante de todos. Mas reagiu. “Pois a senhora saiba que eu não sou imigrante. Nem quero ser. E saiba também que os brasileiros estão chegando aos milhares para trabalhar nas obras de Moçambique e nós os recebemos de braços abertos.” A mulher continuou resmungando. Um segurança apareceu na porta. Lucrécia trocou seus dólares e foi embora. Mal, muito mal. Seus colegas moçambicanos, que a esperavam do lado de fora, disseram que era para esquecer. Nenhum deles sabia que no Brasil o racismo é crime inafiançável. Como poderiam? Lucrécia não consegue esquecer. “Não pude dormir à noite, fiquei muito mal”, diz. “Comecei a ficar paranoica, a ver sinais de discriminação no restaurante, em todo o lugar que ia. E eu não quero isso pra mim.” Em seus 39 anos de vida dura, num país que foi colônia portuguesa até 1975 e, depois, devastado por 20 anos de guerra civil, Lucrécia nunca tinha passado por nada assim. “Eu nunca fui discriminada dessa maneira”, diz. “Dá uma dor na gente. ” Ela veio ao Brasil a convite do Itaú Cultural, que realiza até 26 de junho, em São Paulo, o Antídoto – Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito.

Lucrécia apresentou a peça Mulher Asfalto. Nela, interpreta uma prostituta que, diante de seu corpo violado de todas as formas, só tem a palavra para se manter viva. Lucrécia e o autor do texto, Alain-Kamal Martial, estavam em Madagáscar, em 2005, quando assistiram, impotentes, uma prostituta ser brutalmente espancada por um policial nas ruas da capital, Antananarivo. A mulher caía no chão e se levantava. Caía de novo e mais uma vez se levantava. Caía e se levantava sem deixar de falar. Isso se repetiu até que nem mesmo eles puderam continuar assistindo. “Era a palavra que a fazia levantar”, diz Lucrécia. “Sua voz a manteve viva.”

Foi assim que surgiu o texto, como uma forma de romper a impotência e levar aquela voz simbólica para os palcos do mundo. Mais tarde, em 2007, Lucrécia montou o atual espetáculo quando uma quadrilha de traficantes de meninas foi desbaratada em Moçambique. Eles sequestravam crianças e as levavam à África do Sul. Uma menina morreu depois de ser violada de todas as maneiras com uma chave de fenda. Lucrécia sentiu-se novamente confrontada. E montou o Mulher Asfalto. Não poderia imaginar que também ela se sentiria violada e impotente, quase sem voz, diante da cliente de um shopping em um outro continente, na cidade mais rica e moderna do Brasil. Nesta manhã de sexta-feira, Lucrécia estava abatida, esquecendo palavras. Trocou o horário da entrevista, depois errou o local.

Lucrécia não está bem. E vai precisar de toda a sua voz – e de todas as palavras – para encarnar sua personagem nesta noite de estréia. “Fiquei pensando”, me disse. “Será que então é verdade? Que no Brasil é difícil ser negro? Que a vida é muito dura para um preto no Brasil?” Eu fiquei muda. A vergonha arrancou a minha voz.

FONTE: reportagem de Eliane Brum, na revista Época desta semana. Reproduzida no site “Vi o mundo”, do jornalista Luiz Carlos Azenha, em 22/06/2009.

Interconexões Humanas

Saudações ativistas da cultura Hip Hop, Áudio-Visual e Produtores de Conteúdos Digitais realizaremos no próximo sábado 11/07, a partir das 13h00min mais uma conexão intercontinental com jovens protagonistas da Cidade de Maputo/Moçambique. Acompanhem: http://twitter.com/ivoz

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