MC Jerry Escriba

MC Jerry Escriba

“Diretamente de Portugal, a voz que bate no brasil”

Para Fortalecer mais uma vez os paises de lingua portuguesa.

Myspace:http://www.myspace.com/mentemilitar

Desde a minha tenrra idade que sempre gostei do estilo de música Hip-hop que é conhecida como uma Arte de rua, com as suas inumeras vertentes. Dou graças a Deus pelo dom, e pela familia que muito amo. Eu Mc_Escriba entrei no mundo da música hip-hop com os meus 8 anos de idade. Nessa altura eu pertencia a vertente breakdance. E ao longo dos anos comecei a me enteressar mais pela arte de cantar. Aos dez anos de idade fiz a minha primeira maquete. Eu sou do tempo em que o Rap era escrito com H de Happy, que se traduzido quer dizer alegria. que tocou durante muito tempo nas rádios Portuguesas, e muitos de voces nem sabem como foi dificil. Em primeiro lugar gostaria de dizer que participei no maior concurso que as rádios de hip-hop Portugues que havia na altura tinham organizado. mais de 30 a 40 grupos de hip-hop nacional a parteciparem e é com muitissimo orgulho que o emblema representado pelos meus hermanos ficou em 2 lugar na história do hip-hop Nacional o que não é de se dizer que seja algo de pouco valor. Vi o hiphop tuga a nascer como um bebé no ventre de uma mulher, Admiro muito o hip-hop tuga até porque é o que represento neste momento. Gosto de ver os mais novos a representa-lo apesar de terem mais facilidades que eu em outros tempos, o que era muito mais dificil só para se fazer uma maquete. Conheci grupos como Lideres da nova mensagem, Divine, black company, 7pm, guardiões do subsolo, Mastas Mcs, Esquadrão Central e outros porém que voces não conhecem. Tenho muito a agradecer ao apoio que a minha familia me tem dado em todos os sentidos. Daqui vai um agradecimento especial a Minha parceria Divina Miséricordia Records do Brasil, e ao meu parceiro, e irmão na fé Bonne Dee Band Bom Rapper Brasileiro com quem estou trabalhando agora na minha MIx-Tap. O meu objectivo como Rapper é intrepretar uma sequência de histórias reais e vividaspor mim, tendo como unica missão, expandir mais ainda a cultura hip-hop Gospel assim como trazer para ela novos talentos através da minha música.

Voluntariado, Campanha de recolha de Donativos da RNA

Arrumando os casos dos Cidadãos que faziam as suas doações na Radio Nacional de Angola

Premiação do Clássico HipHop 2010

Clássico HipHop Time é iniciativa a partir do programa radiofônico direcionado à cultura hiphop. Existe há 15 anos e foi responsável pela estréia tanto musical como em jeito de freestyle de vários artistas hoje da grande media em Moçambique. Segundo Helder Leonel, sonoplasta e apresentador: “Inicialmente o programa com uma hora passou pouco tempo depois para duas horas e dura há 15 anos”. Leonel é tambem MC e activista hiphop. O programa abrange vários sectores do hiphop principalmente na capital Maputo, prioriza o rap nacional e se caracteriza por conscientizar a juventude sobre a verdade do hiphop e os valores da vida.

Helder Leonel a.k.a. FaceOculta. Foto de Zito Billa, Arte de Alexandre Corazza

Na recente premiação do Clássico HipHop 2010 postaremos impressões de companheiros que vivem diretamente essa proposta de modo parceiro e colaborativo.

André Gustavo a.k.a. EmTranseGente. Foto de Helder Leonel

Representante da rede Interconexões Humanas e DJEmTranseGente teve Participação no Programa Recorte do Dia (Entrevista e Chamada para o Programa Hip Hop Time). Participação e Performance Musical e Diálogos “Empoderamento de Redes Sociais para o Monitoramento de Políticas Públicas”: Interconexões Humanas, Rede Da Quebrada pra Estrada e Harmônicas Batalhas – Programa HipHop Time – Rádio Cidade/Moçambique. EmTranse aponta o programa e a premiação iniciativas essenciais, mais um canal de diálogo da cultura, seus protagonistas e a sociedade. Coverssando pelo chat do FaceBook, Haydn Joyce (Joe) socializou um pouco do seu olhar sobre a premiação.

Haydn Joyce e Jornalista da STV

 

Salve mano quem foram os ganhadores dos Clássicos HHT 2010, e ae tdo bem?!

(Joe): ” Azagaia, melhor mc, artista popular

Iveth, melhor rapper feminino

Rage, melhor rapper masculino

Xitikuh Nimbaula, melhor urbano tradicional

El Puto, melhor produtor

Sociedad3 Anonima, melhor undergound

E eu axei todo justo todos mereciam “

Bacana eu posso publicar no blog a tua posição diante desses resultados?

(Joe): ” Claro que sim, digo mais estavamos diantes de rappers/grupos k trabalharam muito durante esses 5 anos em que hhtime preparou essa festa. Dae qualker um k ganhasse esse premio era um justo merecedorcana…”.

Talvez eu seja suspeito de classificar, mas ainda assim digo, todos os vencedores do Hip Hop Time Awards foram justos merecedores, alias, qualquer outro vencedor também era justo”

Haydn Joyce de (Joe)

 

S’Gee e Dingzwayu do Coletivo Xitiku Ni Mbaula – Foto de Zito Bila

* Parabéns aos manos que levam a tradição da cultura oral dos seus antepassados para o RAP e toda musica mundial, diretamente das comunidade de Patrice Lumumba e de Singathela. Estamu Juntos!!

Clássico Hip Hop Time 2010

No 12/02/2011 será dia inédito para a comunidade do HipHop Moçambicano, ocorrerá a entrega de prêmios envolvendo as principais revelações e protagonistas da mais pura e genuína celebração do cultura de rua. Confiram:

A Hora da verdade demorou chegar, Isto é  mais do que HipHop. Informe-se com os anexos e e esperamos por sí no próximo Sábado Cine Africa.

Termina hoje (6feira) a votação para HIP HOP TIME AWARDS. Podem votar nestas categorias até ao final do dia. No Sábado será a festa de entrega de troféus!!!

Foto da interconexao de 27 de Novembro de 2010.Da esquerda pra direita: Dingzwayu, Helder Leonel, Zito Bila (em pe), Miguel “Cherba” Prista e Tira-Teimas.

 Akel’Abraco!!!
 Paz! ÆΩ
Zito Bila

 



Irmandade – “3 de Fevereiro, Dia dos Heróis Nacionais” – Heróis Moçambicanos.

Que seria de Moçambique se Samora Machel ainda fosse vivo??? Eu não sei, só sei que Ele foi uma das maiores perdas que Moçambique já teve. Celebremos o 3 DE FEVEREIRO não só pelos Heróis Nacionais que já pereceram, mas também, e principalmente, pelos Heróis Nacionais que ainda vivem os dias difíceis de hoje, o POVO!” Haydn Joyce


Momento adequado para darmos continuidade a proposta socializada por nossos parceiros e irmãos moçambicanos , a partir da organização encabeçada pelo escritor, poeta e fotógrafo Zito Bila. Bila indica para conhecermos melhor um pouco da cultura moçambicana das suas inúmeras histórias e complexidade de um povo que com o trabalho forçado e resistente, hábitos e costumes, tem papel formador para a tão heterogênea e miscigenada identidade cultural brasileira, não nos balizando somente no padrão da língua do colonizador usurpador das nossas riquezas naturais, não nos retirou as vossas sabedoria, memória e representação historicamente constituída e que nos faz continuar. Saudações a tod@s manifestações postadas nas redes sociais qual somos interligados nos consegue a abrir alguns leques e cenários sobre as próximas e distanciadas realidades consumadas.

Zito Bila e Helder Leonel


Livros : Sugestões de leitura

No âmbito da última Interconecção on line do dia 27 de Novembro de 2010, entre Maputo, Luanda e São Paulo, promovido pelo IVOZ e realizado no CCJ de São Paulo, deixei algumas sugestões de leitura para todos os interessados, mas especialmente, para criadores de conteúdo, dentre escritores, compositores e MC’s do movimento Hip-Hop. Naturalmente, as sugestões que faço, visam principalmente os MC’s moçambicanos, que, na minha óptica, revelam ainda algum deficit no alcance e abrangência dos conteúdos que criam, ou melhor, podiam escrever mais e muito melhor se adoptassem o hábito de leitura.

Temos gente muito talentosa e atenta à realidade nacional e internacional actual, que escreve letras e compõe músicas com conteúdo educativo e crítico. No entanto também é verdade que alguns aspectos e assuntos passam despercebidos à muitos fazedores de cultura em geral, e músicos em particular.

Ora, para mim, este facto, limitante nos assuntos que os agentes culturais colocam em seus trabalhos, deriva principalmente de não se ter um hábito de leitura enraizado nas novas gerações de músicos. No tocante ao Hip-Hop Underground, as vivências e vicissitudes do dia a dia de um rapper, são o principal mote das letras que este escreve. Os Rappers têm demostrado estarem conscientes e atentos a realidade sócio-económica actual, tanto nacional quanto global. Costuma-se dizer ‘’um Nigga tá bem informado’’, com as óbvias limitações que a velha máxima ‘’ninguém sabe tudo’’ nos possa trazer.

Digo isto porque em matéria de informação, ainda muitos rapazes não investigam e/ou não sabem sobre suas própias raízes, sua árvore genealógica, seus parentes distantes, sobre a cultura da região de onde é ‘’originária’’ sua família; sobre a história de África em geral, e de Moçambique em particular. Noto também muita falta de informação sobre a Lei Mocambicana, desde o livro-mór, isto é, a Constituição da República (garante dos deveres e direitos de um cidadão) até aos regulamentos sobre direitos autorais e direitos conexos, e direitos de propriedade intelectual, que são uma protecção adicional para criadores de conteúdo.

Eduardo Mondlane

Falemos então da nossa história. Decerto o nome Eduardo Chivambo Mondlane (1920-1969) diz algo ao leitor, mas o pensamento, os ideais, a obra, continuam ou incompreendidas ou desconhecidas por muitos, daí que sugiro o seu livro intitulado ‘’Lutar por Moçambique’’, numa abordagem independentista e de construcao de uma nova nação. Sobre esta obra só posso dizer LEIAM POR FAVOR, ensina muito e esclarece sobre que Moçambique Mondlane desejava. Contrariamente ao que a maioria pensa, Mondlane, educado ainda muito novo de acordo com os dítames de um Cristianismo Presbiteriano (na Missão Suiça) e na Escola Metodista Americana de Agricultura (onde também serviu como professor) em Moçambique, e posteriormente nos Estados Unidos da América, na idade adulta, onde formou-se em Sociologia pela Universidade Northwestern de Illinois e doutorou-se em Antropologia pelaUniversidade de Harvard, revela-se mais um pensador de centro-direita (do tipo Social-Democrata e Cristão) do que de esquerda (Socialista Marxista –Leninista) como o eram alguns de seus colegas fundadores da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). OBRIGATÓRIO!

A Constituicao da Republica de Moçambique

Sugiro, no contexto legal, que se leia e se adquira ,se possível, A Constituição da República de Moçambique, que é de fácil leitura e compreensão. Do quarto parágrafo do seu preâmbulo extraio e cito: ‘’A presente Constituição reafirma, desenvolve e aprofunda os princípios fundamentais do Estado Maçambicano, consagra o carácter soberano do Estado de Direito Democrático, baseado no pluralismo de expressão, organização partidária e no respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.’’. Leia-se!

Kwame Nkkrumah Osagyef

Seminarista, Teólogo, e posteriormente Doutorado em Ciências da Educação pela Universidasde da Pensilvânia nos E.U.A., Nkrumah é inflienciado por Marcus Garvey, Karl Marx e Vladimir I.U. Lenine. Sua fonte de inpiração é a grandiosa nação Etíope e sua secular luta para manter independência, dai que tanto a Costa do Ouro (Gana), como muitos outros territórios africanos que a posteriori se tornam independentes adoptam o verde, amarelo e vermelho, cores da bandeira da Etiópia.

Neocolonialismo – O Último Estágio do Capitalismo

De Nkrumah leia-se ‘’Neocolonialismo: A Última Etapa do Imperialismo’’ (ou a edição em inglês: ‘’Neocolonialism: The Last Stage of Imperialism’’, que é a qual tive acesso). Muito elucidativo e actual, apesar de ter sido escrito em 1965, pois aborda esta nova onda de ‘’colonização financeira’’ que se assiste em África por parte dos mesmos países e consórcios que um dia colonizaram e expploraram grande parte do continente africano, tudo escrito em forma de previsão do que já está a acontecer actualmente. Obrigatório para esclarecer e perceber o business in Africa, seus donos, seus métodos, e a dependência que geram.Traduzo e cito uma passagem da Introducao do mesmo livro: ‘’A essência do neocolonialismo é que o Estado que a ele é sujeito, é independente apenas teoricamente, e ainda que goze de todas as garantias de soberania à nivel internacional, na realidade a política as políticas são ditadas do exterior.’’

Susan George

À nivel das acções da sociedade civil ‘’mundial’’, destaco a activista e Cientista Política Norte-Americana Susan George, membro e Presidente da mesa de assembleia do Instituto Transnacional (TNI) de Amesterdão, que dentre outras causas, dedica-se ao estudo do impacto das políticas do capitalismo liberal na economia e agricultura dos países do chamado ‘’terceiro mundo’’. Crítica acérrima dos modelos de desenvolvimento impostos pelas instituições de ‘’Bretton-Woods’’, nomeadamente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (ou Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD). No seu livro ‘’How the Other Half Dies’’ (‘’Como a Outra Metade Morre’’ – a tradução é minha) ela explana as razões da existência de tanta fome num mundo de 6 mil milhões de habitantes, que gera alimento e riqueza suficiente para sustentar 18 mil milhões de pessoas. Note-se que metade (1/2) de toda terra arável do mundo está nas mãos de 5 porcento (1/20) da população, ou seja, magnatas, consórcios e conglomerados do agri-business.

Paulina Chiziane

Por último, mas não por menos, sugiro aquela que considero, a ‘’mais’’ moçambicana das escritoras. Falo de Paulina Chiziane, que discorre muitas vezes sobre temas actuais da vida da maioria dos moçambicanos, tais como a poligamia, os ritos de iniciação, o curandeirismo, as práticas mágico-religiosas (bruxaria), os mitos e os tabús de uma ‘’moçambicanidade’’ cada vez mais globalizada. O livro ‘’ O Sêtimo Juramento’’ é uma viagem ao imaginário sobre a invocação dos espíritos e os supostos usos que se dá às almas vagueantes, desde a protecção pesssoal até ao ataque à ‘’inimigos’’ com recurso a feitiços. É uma obra de ficção que melhor espelha a realidade das gentes africanas, seus costumes, suas crenças, as quais levaram consigo para as Américas no auge do comércio esclavagista, e que até hoje são uma realidade de seus descendentes no Brasil, e mais expressivamente na Bahia, onde existe uma grande concentração de ‘’Afro-brasileiros’’.

AS OBRAS

MONDLANE, Eduardo, Lutar por Moçambique, Lisboa ,Sá da Costa – Edições Terceiro Mundo,1975 (1995)

Contitução da República, Maputo, Inprensa Nacional de Moçambique, 2004

NKRUMAH, Kwame, Neocolonialism: the Last Stage of Imperialism, London, Panaf books, 1971

GEORGE, Susan, How the Other Half Dies: the Real Reasons for World Hunger, New York, Pelican Books, 1976 (2010)

CHIZIANE, Paulina, O Sétimo Juramento, Lisboa, Editorial Caminho, 2000




IRMANDADE

2010 enganjado e ressignificado ICH, sem termos executado prioritariamente o nosso maior foco de ação a partir da transmissão audiovisual pela internet fora dinamizado formação de laços e comunicação a partir de e-mails, chats, skype, blog e relações pessoais e humanas a exemplo do intercâmbio Empoderamento de Redes Sociais Para Política Pública de 02 a 17 de Agosto em Maputo/Moçambique intermediado pela Rede Ivoz representada por André Gustavo e colaboradores do projeto no país africano. Agradecemos aos parceiros e parceiras do lado de lá dessa coletiva rota.

O histórico programa InterConexões Humanas realizado 27/11 em São Paulo a conexão estabelecida no Centro Cultural da Juventude – Ruth Cardoso(CCJ), fomentou a aproximação e diálogo com 3 países (Angola/Brasil/Moçambique) de forma estável numa interlocução dinâmica, ordenada e participativa. O Teor dos diálogos transitaram pelas temáticas de HipHop, Literatura Marginal, Meio Ambiente, Colaboração e um Sarau, qual mobilizou ativistas dos países interessados nas possibilidades de trocas simbólicas e tangíveis propostas pela ação.

A ativação metodológica visam sempre o mapeamento, formação de laços e orientação para projetos autogestionários, a representatividade local e a diversidade cultural levem a gestão colaborativa de projetos que agreguem valor mutuamente.

De acordo com os preceitos praticados, segue rica colaboração do nosso respeitado parceiro, fotógrafo e pensador da rede Interconexões Humanas, Zito Bila:

IRMANDADE – Consolidando o Movimento Hip-Hop

Prometido é devido, Ai Vai:

Surgiu em Outobro de 2010 um movimento pró Hip Hop novo, que se dedica a promoção de Grupos de MC’s e Produtores, de Graffiteiros/Desenhadores e da Cultura Hip-Hop em geral. Chamam ao colectivo IRMANDADE – Consolidando O Movimento Hip Hop, constituido por grupos de Rapper’s Residentes no Bairro Central (BC Hood para os Rappers e aficionados) aqui da capital Maputo, nomeadamente das clicks Alizé, Bairro Negro e Mhuiyve Records e Coordenado por elementos dos três grupos: Os MC’s Shackal (Alizé), Stinky Soldier (Bairro Negro) e Tira-Teimas (Mhuiyve Records).

O nome IRMANDADE existe há pelo menos quatro anos, mas era apenas um grupo de amigos que comungava dos mesmos de ideais de paz, de fraternidade, de busca de conhecimento, de re-educação cívica e moral atraves da música RAP, sem descurar da boa e natural crítica politico-social (que caracteriza o Hip-Hop Underground desde sua gênese).

No entanto a tripla viu a necessidade de encetar outras actividades como membros activos da Sociedade Civil, que não fossem exclusivamente a produção e gravação de músicas, bem como a participação periódica nos poucos shows de Hip-Hop que se realizam na Capital. Imbuídos de um humanismo e por meios próprios, estes rapazes provaram uma vez mais serem capazes, mais ainda, quando os apoios e parceiros são poucos, e não tem muito interesse em promover o RAP crítico-educativo, alegando que ataca as elites governativas, ultimamente empresariais.

No entanto posso afirmar convictamente que os membros do colectivo criticam positivamente, até porque anseiam por mudança e desenvolvimento sócio-económico num Moçambique cada vez mais ‘’globalizado’’, com tendência a aumentar os níveis de exclusão social. ‘’Reppa-se’’ sobre se apostar na educação, na manutenção e divulgação de valores culturais locais, sobre a necessidade de se combater a corrupção, sobre a criminalidade que tende a aumentar, sobre o desemprego, e ainda se apresenta algumas ideias de como colmatar alguns dos problemas que afectam nosso povo.

Desde o dia 24 de Outubro, estes camaradas tem organizado e produzido, com o suporte na realização e na fotografia de Zito Bila, e de Face Oculta, uma série de espectáculos denominados Shows Beneficientes da Irmandade, que visam a angariação de doações individuais e institucionais, ou seja, em que cada espectador/participante traga um artigo de roupa ou de comida não perecível para assitir ao show, e ao mesmo tempo promove-se os MC’s e demais fazedores da cultura Hip-Hop da Periferia (de Magoanine, de Inhagoia, da Mafalala, da grande Matola, do Patrice Lumumba, da Polana Caniço, do Bairro do Aeroporto, Georg Dimitrov, etc, ) que não tem espaço para actuar no centro da Cidade.

Vejam e divulguem o material fotográfico de alguns (e os mais ‘’notáveis’’) participantes, juntamente com os respectivos perfis artísticos. Já se realizaram seis edições do evento. Um holler especial ao graffiteiro/Beatbox Fig de la Virgem e ao Tira-Teimas. Os manos Participaram na interconexão Moçambique-Brasil- Angola de 27 de Novembro útimo, e pretendem manter o contacto para exposição de seus trabalhos. Faço menção honrosa aos dois, porque dos muitos convidados a participar no CCBM (Centro Cultural Brasil-Moçambique) na sessão on-line do referido dia, apenas eles honraram a agenda dos trabalhos, e infelizmente ainda houve muita gente fazendo fé de que tal INTERCONEXÃO não se realizaria, o que acabou por desanimar alguns convidados. Tal pensamento, ainda que negativista, só nos estimulou a continuar e ainda que com uma exiguidade e deficit de material o encontro correu maravilhosamente.

Aproveito para agradecer mais uma vez à disponibilidade e apoio do CCBM que foi condiçao sine qua non para a realização da conferência tripartida Moçambique-Brasil- Angola. Um muito obrigado também a todo pessoal que trabalha no CCBM e que facilitou nossa estada lá. Parabéns e Kanimambo Ivoz (Instituto Voz) por uma inerconexão Humana que vale a pena expandir e perpetuar.

RAP = Ritmo, Arte & Paz

Agradecimentos Especiais: Iveth Marlene, Delfina Dança, Zito Bila, Helder Leonel, Leonildo Banze Dingzwayu e S’Gee Salvador Nkamate, Simba Sitoi e de Angola Simão Hossi



InterConexão histórica leva Angola/Brasil/Moçambique para o CCJ

O programa InterConexões Humanas realizado no sábado passado (27/11) foi histórico.  Pela primeira vez conectamos 3 países (Angola/Brasil/Moçambique) de forma estável, que garantiu um debate dinâmico e participativo.  Neste dia integramos também o público do CCJ que participaram de outras atividades do projeto ‘Que país é este? Moçambique’ de curadoria de Carlos Subuhana.

A pauta foi orientada aos temas de HipHop, Literatura Marginal, Meio Ambiente e Colaboração e trouxe ativistas dos países interessados nas possibilidades de trocas simbólicas oferecidadas pela ação.  Realizamos o primeiro sarau à distância com leitura de poesias em português e língua tradicional de Moçambique em que a produção literária atravessou fronteiras pelas conexões de internet e tournou-se acessível pela oralidade de seus interlocutores.

A principal reflexão causada pelo programa InterConexõesHumanas deste último sábado foi a necessidade de maior intercâmbio entre Angola e Moçambique e o início do diálogo com os demais países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a consolidação da rede InterConexõesHumanas enquanto instrumento de difusão da cultura dos países lusófonos e da criação de bases para fomento do intercâmbio e da colaboração.

O balanço final foi de que chegamos a um momento mais maduro e de comprometimento com a difusão cultural sob todas as linguagens de expressão dos membros da CPLP e de que a Sociedade Civil Organizada é capaz de empreender ações inovadores em direção à uma cultura solidária às afinidades,  com perspectivas independentes dos veículos de comunicação de massa que resistem em não divulgar questões de interesse real dos produtores culturais e educadores de seus países.

Veja + fotos do encontro no Flickr

 

#ich – Interconexões Humanas

O Projeto Interconexões Humanas recebeu em 2010 o Prêmio Cultura Viva pelo uso das tecnologias da informação e comunicação(TICs) em fomento a colaboração internacional para a produção cultural na comunidade dos países de língua portuguesa. Neste mesmo ano o projeto também conquistou recurso do Ministério da Cultura para  intercâmbio e intensificação da relação com Maputo / Moçambique no ICH.

Romper fronteiras e fomentar redes colaborativas é o objetivo do InterConexões Humanas, que estimula cadeias produtivas na economia global de informação pela mobilização de artistas, educadores e produtores culturais na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Atualmente inclui instituições do Brasil, Angola e Moçambique. Sua metodologia abarca mapeamento, formação de laços e orientação para projetos autogestionários. Visa que a representatividade local e a diversidade cultural levem a gestão colaborativa de projetos que agreguem valor mutuamente.

Que país é este? #ICH apresenta Moçambique

No próximo sábado 27/11 ocorrerá mais uma Interconexão Humana entre São Paulo e Maputo, promovendo o encontro entre produtores culturais e artistas brasileiros e moçambicanos com o objetivo de fomentar redes colaborativas e de trocas culturais entre a comunidade de países de lingua portuguesa CPLP.

Em São Paulo a conexão será estabelecida no Centro Cultural da Juventude – Ruth Cardoso(CCJ) e será aberto ao público interessado que poderá participar das discussões que envolverão  cada um dos blocos temáticos da programação: Literatura, HipHop, Redes Socias/Internet e Intercâmbio Brasil-Moçambique.

Sábado 27/11/2010

São Paulo / Brasil : 10:00 as 14:00 – CCJ (Centro Cultural da Juventude)

Maputo / Moçambique : 14:00 as 18:00 – CCBM (Centro Cultural Brasil-Moçambique)

Acompanhem Cobertura Colaborativa

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Cultura Hip-Hop, praticas e tendências

O Hip-Hop é uma cultura que se figura como de paz, unidade, amor e que procura inculcar na cabeça das pessoas, sobretudo da camada jovem, a ideia de divertimento sem violência.

Esta cultura incorpora quatro elementos ou artes principais, onde os seus fazedores se refugiam à criatividade para se imporem, nomeadamente: o DJ´ing, arte praticada por um músico sem instrumentos tradicionais de um músico, mas que com a sua criatividade produz sons para o RAP (Música da Cultura Hip-Hop). O Beat Boy´ing (ou B.Boy) que representa a dança dentro da Cultura Hip-Hop. O MC´ing, que pode ou não utilizar a técnica do improviso para cantar o RAP. E por fim temos a habilidade do Writing, que representa a arte plástica, expressão gráfica nas paredes utilizando o spray e não só.

Sendo uma Cultura, o Hip-Hop não deve ser consumido de algum modo. Seja em forma de aquisição de roupas caras, bens móveis e imóveis de ostentosos preços. O Hip-Hop é um modus vivendi, ideologicamente aceite pelos seus seguidores, no qual constantemente deve-se procurar melhorar as habilidades pessoais no que diz respeito à prática dos seus elementos.

Estamos perante uma cultura de transformação de “armas em enxada”, de violência física numa verdadeira harmônica batalha, onde de forma pacífica os seus membros confonta-se com recurso às suas habilidades dentro dos quatro elementos citados anteriormente.

A nível universal, o dia 12 Novembro foi consagrado como o dia da Cultura Hip-Hop. Foi justamente nesta data que African Bambataa criou a Zulu Nation, uma Organização Não Governamental (ONG), que conseguiu atrair membros de muitas gangs para a cultura Hip-Hop, através da passagem do conhecimento sobre esta cultura, como forma de dar às pessoas uma alternativa para a saída das gangues e drogas.

Os moçambicanos não ficaram alheios a esta data. E movidos por este espírito de Bambataa decidiram juntar-se para reflectir em torno de diferentes aspectos que movem o Hip-Hop no mundo em geral, e em Moçambique particularmente.

Foi seguindo este objectivo que a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, através do Departamento de Sociologia e em colaboração com Hélder Leonel organizou uma palesta no campus universitários ostentando o lema: “Cultura Hip-Hop, Analisando Práticas e Tendências”.

Foi uma palestra bastante concorrida, onde se pôde perceber dentro do anfiteátro, a presença de estudantes, hip-hoppers, académicos e do público em geral. O painel foi constituído por nomes sonantes da cena Hip-Hop moçambicana. Trata-se dos rappers Dingzwayu e S’Gee do agrupamento Xitiku Ni Mbawula, Dygo Boy do Grupo Magnezia, do rapper Simba, todos deliciados pelas misturas do DJ Speeche.

Coube a Hélder Leonel dar o pontapé de saída para este que podemos considerar de “ataque à academia” através da apresentação do historial do Hip-Hop nos Estados Unidos, para depois descrever as fases desta cultura em Mombique.

Durante a descrição notou-se que diferentemente nda realidade novaiorquina, o Hip-Hop Moçambicano seguiu um movimento inverso. Enquanto em Nova Yorke o esta cultura ganha corpo na periferia, em Maputo-Moçambique ela tem como epicentro a urbe, em torno dos jovens da elite da época, isto nos final dos anos oitenta e início dos anos noventa. Este período foi marcado pelo auge da guerra civil que durou dezasseis anos e terminou em 1992.

Nos últimos anos o conflito tinha atingido as zonas periféricas das grandes cidades do país incluíndo arredores da Cidade de Maputo. Daí que os jovens destas zonas periféricas não tinham opções de intretenimento senão se preocuparem em aranjar onde melhor se abrigar para não ser surpreendido pelos ataques.

Do outro lado da cidade a situação registava maior tranquilidade. Diante desta realidade, os jovens tinham mais tempo e oportunidade de se informar a respeito do que acontecia ao longo do mundo, dos contornos da Cultura Hip-Hop, ao que havia toda uma conjuntura para a sua aderência e pratica dos seus elementos com maior “agressividade”.

Talvés seja por isso que em muitos países pobres, com mais ênfase para os fustigados pela guerra civil, a Cultura Hip-Hop é eliticamente centro-urbana.

Durante a intervenção do painel principal foram levantadas várias questões. Desde o envolvimento dos palestrantes com a cultura, a forma de estar na mesma, os conteúdos abordados nas suas manifestações.

No que se refere ao envolvimento dos palestrantes na Cultura Hip-Hop, há uma unanimidade em afirmar que este foi possível graças aos meios de comunicação social. O acesso à informação catalisou o processo, e foi constantemente sugerindo que os jovens deviam aderir a esta maneira de ser e de estar.

A globalização mostra-se como um processo muito aberto em termos de opções. As culturas vão se misturando incluindo o Hip-Hop. Deste modo esta cultura também oferece várias opções, o que confere aos seus seguidores diversas opções relacionadas com a forma de estar na mesma.

Depois da fase das gangues, os integrantes deste movimento fizeram de tudo para espalhar a ideia de paz, amor, unidade e entretenimento sem violência. Isto constituiu a essência do Hip-Hop em termos de contudo. Obviamente que com a dinâmica social, as coisas ganharam outros contornos. O mercado impõe-se na cultura e acaba-se distorcendo a essência do Hip-Hop no que diz respeito aos conteúdos abordados pelas manifestações desta cultura.

A ideia com que se pode ficar desta palestra, dizem respeito à força que a Cultura Hip-Hop tem no seio dos Moçambicanos, e agora começa a ser reconhecida dentro da academia como uma verdadeira cultura de paz, amor, unidade e entretenimento.

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