Encerramento do Festival Conexão Hip Hop Moçambique

Na reta final o Festival Conexão Hip Hop Moçambique, se alinha como  importante iniciativa de produtores culturais e protagonistas do  Hip Hop Moçambicano, reuniu iniciativas educativas e artísticas.

Grande Espetáculo

Grande Espetáculo

O Festival  valoriza os cinco elementos do Hip Hop na Praça dos Trabalhadores, Maputo, Moçambique com grande espetáculo e confraternização com grandes nomes da cena local e convidados:

Programação

11:00h
Timbone Ta Jah
Mentor
Naúm
Terceiro Bloco dos Incultos
Classe Neutra
Leybnis
Trigga
Elfas on the mic
Tira Teimas
Kapacetes Azuis
Almas Habitantes
Magic Sounds
Black Force
Real Vice
Sick Brain

15:30h
Micro 2
Trio Fam + Gina
Rainha da Sucata
Shakal
Simba
Xitiku ni mbawula

18:30
Jazzie P
Duas caras
Surpresa
Iveth
Fim

    Iveth Marlene Cidadã e Cantora Moçambicana e Simão Pascoal Hossi Cidadão e Activista Angolano

Iveth Marlene Cidadã e Cantora Moçambicana e Simão Pascoal Hossi Cidadão e Activista Angolano

Iveth Marlene, Cidadã e Cantora Moçambicana; e Simão Pascoal Hossi, Cidadão e Activista Angolano. Ambos são colaboradores da rede cultural e educativa – Interconexões Humanas

+ 1 dos Nossos Jingles

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Festival Conexão Hip Hop Moçambique

Contagem regressiva, hoje teve início de uma importante proposta construída pelos parceir@s ativist@s da cultura hip hop e manifestações populares de Moçambique, o Festival Conexão Hip Hop Moçambique. O Festival trás em sua diversificada programação momentos de formação e espetáculo. O nosso correspondente e colaborador do Projeto Interconexões Humanas DingZwayu socializa um pouco da proposta:

” Tera lugar, entre os dias 1 e 10 de Março do corrente ano, o Festival Conexao Hip-Hop. A ter lugar na Cidade de Maputo – Mocambique, este evento, por sinal o primeiro do genero no pais, visa trazer uma reflexao sobre temas ligados a prevencao e Combate ao HIV e SIDA, assim como a questoes relacionados com os direitosa da mulher. Este Festival alberga diferentes actividades tais como Oficina de Graffitti, de MC, de Rima, de Break e muito mais. O Festival ira terminar com um grande concerto ao ar livre onde se farao em palco artistas como Xitiku Ni Mbawula Shackal, Duas Caras, Iveth, assim como convidados estrangeiros como MV Bill e Nega Giza. O evento conta com a coordenacao de Miguel Prista, Helder Leonel, Gabriel Lima Verde e Mais”.

Programação_Festival Conexão Hip Hop Moçambique

Programação_Festival Conexão Hip Hop Moçambique

Saiba mais sobre o evento: http://www.conexaohiphopmz.blogspot.com/

Aproveitamos esse momento de produção articulada para socializarmos registro referente ao intercâmbio dinamizado pelo projeto Interconexões Humanas em 2010. Estamos juntos para realinharmos as nossas propostas e ações.

Hip Hop Time – “Empoderamento de Redes Sociais para o Monitoramento de Políticas Públicas”


Potencializar o intercâmbio e protagonismos da rede social em construção entre Maputo e São Paulo. Demonstrar o hibridismo do Áudio-Visual a partir da dinâmica, leitura e reflexão do Hip-Hop e do processo de sua produção no espaço urbano. Ampliar a percepção musical e visual, da imagem e som, da poesia sonora das ruas como canal de percepção das contradições na sociedade, sendo via de minimizar conflitos e buscar caminhos e novas propostas para a juventude trabalhadora em detrimento das adversidades históricas desencadeadas na contemporaneidade.

Audio Reflexão Hip Hop Time / Intercâmbio – DJ EmTranseGente


Apresentar e trocar pesquisa de áudio e imagens de grupos musicais do gênero RAP e de elementos da cultura hip-hop como a Dança de Rua, o Graffiti e o DJ que produzem em suas linguagens e ações fortalecidas de uma postura de resistência e combate aos conflitos e as desigualdades que geralmente estão envolvidos em suas realidades. Portanto o trabalho será interventivo a partir da música e da imagem, e reflexivo em exemplos concretos a partir da perspectiva de demonstrar ações e atividades que confrontam com a violação de alguns direitos como acesso a educação, arte, lazer, conquista do seu território e direito a cidade.

Spots experimentais do projeto Interconexões Humanas – Conexões em 2008

Visita da Delegação Angolana - Gabinete Técnico de Reconversão Urbana do Cazenga e Sambizanza

Visita da Delegação Angolana - Gabinete Técnico de Reconversão Urbana do Cazenga e Sambizanza

Visita da Delegação Angolana – Gabinete Técnico de Reconversão Urbana do Cazenga e Sambizanza Dra. Luzia Lopes Irene Almacha Cassange Claudia Chimuco Objetivo da Visita: Conhecer a experiência da CDHU nos projetos habitacionais com remoção da população. O Projeto Com Com intermediou esse encontro.

Premiação do Clássico HipHop 2010

Clássico HipHop Time é iniciativa a partir do programa radiofônico direcionado à cultura hiphop. Existe há 15 anos e foi responsável pela estréia tanto musical como em jeito de freestyle de vários artistas hoje da grande media em Moçambique. Segundo Helder Leonel, sonoplasta e apresentador: “Inicialmente o programa com uma hora passou pouco tempo depois para duas horas e dura há 15 anos”. Leonel é tambem MC e activista hiphop. O programa abrange vários sectores do hiphop principalmente na capital Maputo, prioriza o rap nacional e se caracteriza por conscientizar a juventude sobre a verdade do hiphop e os valores da vida.

Helder Leonel a.k.a. FaceOculta. Foto de Zito Billa, Arte de Alexandre Corazza

Na recente premiação do Clássico HipHop 2010 postaremos impressões de companheiros que vivem diretamente essa proposta de modo parceiro e colaborativo.

André Gustavo a.k.a. EmTranseGente. Foto de Helder Leonel

Representante da rede Interconexões Humanas e DJEmTranseGente teve Participação no Programa Recorte do Dia (Entrevista e Chamada para o Programa Hip Hop Time). Participação e Performance Musical e Diálogos “Empoderamento de Redes Sociais para o Monitoramento de Políticas Públicas”: Interconexões Humanas, Rede Da Quebrada pra Estrada e Harmônicas Batalhas – Programa HipHop Time – Rádio Cidade/Moçambique. EmTranse aponta o programa e a premiação iniciativas essenciais, mais um canal de diálogo da cultura, seus protagonistas e a sociedade. Coverssando pelo chat do FaceBook, Haydn Joyce (Joe) socializou um pouco do seu olhar sobre a premiação.

Haydn Joyce e Jornalista da STV

 

Salve mano quem foram os ganhadores dos Clássicos HHT 2010, e ae tdo bem?!

(Joe): ” Azagaia, melhor mc, artista popular

Iveth, melhor rapper feminino

Rage, melhor rapper masculino

Xitikuh Nimbaula, melhor urbano tradicional

El Puto, melhor produtor

Sociedad3 Anonima, melhor undergound

E eu axei todo justo todos mereciam “

Bacana eu posso publicar no blog a tua posição diante desses resultados?

(Joe): ” Claro que sim, digo mais estavamos diantes de rappers/grupos k trabalharam muito durante esses 5 anos em que hhtime preparou essa festa. Dae qualker um k ganhasse esse premio era um justo merecedorcana…”.

Talvez eu seja suspeito de classificar, mas ainda assim digo, todos os vencedores do Hip Hop Time Awards foram justos merecedores, alias, qualquer outro vencedor também era justo”

Haydn Joyce de (Joe)

 

S’Gee e Dingzwayu do Coletivo Xitiku Ni Mbaula – Foto de Zito Bila

* Parabéns aos manos que levam a tradição da cultura oral dos seus antepassados para o RAP e toda musica mundial, diretamente das comunidade de Patrice Lumumba e de Singathela. Estamu Juntos!!

Clássico Hip Hop Time 2010

No 12/02/2011 será dia inédito para a comunidade do HipHop Moçambicano, ocorrerá a entrega de prêmios envolvendo as principais revelações e protagonistas da mais pura e genuína celebração do cultura de rua. Confiram:

A Hora da verdade demorou chegar, Isto é  mais do que HipHop. Informe-se com os anexos e e esperamos por sí no próximo Sábado Cine Africa.

Termina hoje (6feira) a votação para HIP HOP TIME AWARDS. Podem votar nestas categorias até ao final do dia. No Sábado será a festa de entrega de troféus!!!

Foto da interconexao de 27 de Novembro de 2010.Da esquerda pra direita: Dingzwayu, Helder Leonel, Zito Bila (em pe), Miguel “Cherba” Prista e Tira-Teimas.

 Akel’Abraco!!!
 Paz! ÆΩ
Zito Bila

 



IRMANDADE

2010 enganjado e ressignificado ICH, sem termos executado prioritariamente o nosso maior foco de ação a partir da transmissão audiovisual pela internet fora dinamizado formação de laços e comunicação a partir de e-mails, chats, skype, blog e relações pessoais e humanas a exemplo do intercâmbio Empoderamento de Redes Sociais Para Política Pública de 02 a 17 de Agosto em Maputo/Moçambique intermediado pela Rede Ivoz representada por André Gustavo e colaboradores do projeto no país africano. Agradecemos aos parceiros e parceiras do lado de lá dessa coletiva rota.

O histórico programa InterConexões Humanas realizado 27/11 em São Paulo a conexão estabelecida no Centro Cultural da Juventude – Ruth Cardoso(CCJ), fomentou a aproximação e diálogo com 3 países (Angola/Brasil/Moçambique) de forma estável numa interlocução dinâmica, ordenada e participativa. O Teor dos diálogos transitaram pelas temáticas de HipHop, Literatura Marginal, Meio Ambiente, Colaboração e um Sarau, qual mobilizou ativistas dos países interessados nas possibilidades de trocas simbólicas e tangíveis propostas pela ação.

A ativação metodológica visam sempre o mapeamento, formação de laços e orientação para projetos autogestionários, a representatividade local e a diversidade cultural levem a gestão colaborativa de projetos que agreguem valor mutuamente.

De acordo com os preceitos praticados, segue rica colaboração do nosso respeitado parceiro, fotógrafo e pensador da rede Interconexões Humanas, Zito Bila:

IRMANDADE – Consolidando o Movimento Hip-Hop

Prometido é devido, Ai Vai:

Surgiu em Outobro de 2010 um movimento pró Hip Hop novo, que se dedica a promoção de Grupos de MC’s e Produtores, de Graffiteiros/Desenhadores e da Cultura Hip-Hop em geral. Chamam ao colectivo IRMANDADE – Consolidando O Movimento Hip Hop, constituido por grupos de Rapper’s Residentes no Bairro Central (BC Hood para os Rappers e aficionados) aqui da capital Maputo, nomeadamente das clicks Alizé, Bairro Negro e Mhuiyve Records e Coordenado por elementos dos três grupos: Os MC’s Shackal (Alizé), Stinky Soldier (Bairro Negro) e Tira-Teimas (Mhuiyve Records).

O nome IRMANDADE existe há pelo menos quatro anos, mas era apenas um grupo de amigos que comungava dos mesmos de ideais de paz, de fraternidade, de busca de conhecimento, de re-educação cívica e moral atraves da música RAP, sem descurar da boa e natural crítica politico-social (que caracteriza o Hip-Hop Underground desde sua gênese).

No entanto a tripla viu a necessidade de encetar outras actividades como membros activos da Sociedade Civil, que não fossem exclusivamente a produção e gravação de músicas, bem como a participação periódica nos poucos shows de Hip-Hop que se realizam na Capital. Imbuídos de um humanismo e por meios próprios, estes rapazes provaram uma vez mais serem capazes, mais ainda, quando os apoios e parceiros são poucos, e não tem muito interesse em promover o RAP crítico-educativo, alegando que ataca as elites governativas, ultimamente empresariais.

No entanto posso afirmar convictamente que os membros do colectivo criticam positivamente, até porque anseiam por mudança e desenvolvimento sócio-económico num Moçambique cada vez mais ‘’globalizado’’, com tendência a aumentar os níveis de exclusão social. ‘’Reppa-se’’ sobre se apostar na educação, na manutenção e divulgação de valores culturais locais, sobre a necessidade de se combater a corrupção, sobre a criminalidade que tende a aumentar, sobre o desemprego, e ainda se apresenta algumas ideias de como colmatar alguns dos problemas que afectam nosso povo.

Desde o dia 24 de Outubro, estes camaradas tem organizado e produzido, com o suporte na realização e na fotografia de Zito Bila, e de Face Oculta, uma série de espectáculos denominados Shows Beneficientes da Irmandade, que visam a angariação de doações individuais e institucionais, ou seja, em que cada espectador/participante traga um artigo de roupa ou de comida não perecível para assitir ao show, e ao mesmo tempo promove-se os MC’s e demais fazedores da cultura Hip-Hop da Periferia (de Magoanine, de Inhagoia, da Mafalala, da grande Matola, do Patrice Lumumba, da Polana Caniço, do Bairro do Aeroporto, Georg Dimitrov, etc, ) que não tem espaço para actuar no centro da Cidade.

Vejam e divulguem o material fotográfico de alguns (e os mais ‘’notáveis’’) participantes, juntamente com os respectivos perfis artísticos. Já se realizaram seis edições do evento. Um holler especial ao graffiteiro/Beatbox Fig de la Virgem e ao Tira-Teimas. Os manos Participaram na interconexão Moçambique-Brasil- Angola de 27 de Novembro útimo, e pretendem manter o contacto para exposição de seus trabalhos. Faço menção honrosa aos dois, porque dos muitos convidados a participar no CCBM (Centro Cultural Brasil-Moçambique) na sessão on-line do referido dia, apenas eles honraram a agenda dos trabalhos, e infelizmente ainda houve muita gente fazendo fé de que tal INTERCONEXÃO não se realizaria, o que acabou por desanimar alguns convidados. Tal pensamento, ainda que negativista, só nos estimulou a continuar e ainda que com uma exiguidade e deficit de material o encontro correu maravilhosamente.

Aproveito para agradecer mais uma vez à disponibilidade e apoio do CCBM que foi condiçao sine qua non para a realização da conferência tripartida Moçambique-Brasil- Angola. Um muito obrigado também a todo pessoal que trabalha no CCBM e que facilitou nossa estada lá. Parabéns e Kanimambo Ivoz (Instituto Voz) por uma inerconexão Humana que vale a pena expandir e perpetuar.

RAP = Ritmo, Arte & Paz

Agradecimentos Especiais: Iveth Marlene, Delfina Dança, Zito Bila, Helder Leonel, Leonildo Banze Dingzwayu e S’Gee Salvador Nkamate, Simba Sitoi e de Angola Simão Hossi



InterConexão histórica leva Angola/Brasil/Moçambique para o CCJ

O programa InterConexões Humanas realizado no sábado passado (27/11) foi histórico.  Pela primeira vez conectamos 3 países (Angola/Brasil/Moçambique) de forma estável, que garantiu um debate dinâmico e participativo.  Neste dia integramos também o público do CCJ que participaram de outras atividades do projeto ‘Que país é este? Moçambique’ de curadoria de Carlos Subuhana.

A pauta foi orientada aos temas de HipHop, Literatura Marginal, Meio Ambiente e Colaboração e trouxe ativistas dos países interessados nas possibilidades de trocas simbólicas oferecidadas pela ação.  Realizamos o primeiro sarau à distância com leitura de poesias em português e língua tradicional de Moçambique em que a produção literária atravessou fronteiras pelas conexões de internet e tournou-se acessível pela oralidade de seus interlocutores.

A principal reflexão causada pelo programa InterConexõesHumanas deste último sábado foi a necessidade de maior intercâmbio entre Angola e Moçambique e o início do diálogo com os demais países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a consolidação da rede InterConexõesHumanas enquanto instrumento de difusão da cultura dos países lusófonos e da criação de bases para fomento do intercâmbio e da colaboração.

O balanço final foi de que chegamos a um momento mais maduro e de comprometimento com a difusão cultural sob todas as linguagens de expressão dos membros da CPLP e de que a Sociedade Civil Organizada é capaz de empreender ações inovadores em direção à uma cultura solidária às afinidades,  com perspectivas independentes dos veículos de comunicação de massa que resistem em não divulgar questões de interesse real dos produtores culturais e educadores de seus países.

Veja + fotos do encontro no Flickr

 

#ich – Interconexões Humanas

O Projeto Interconexões Humanas recebeu em 2010 o Prêmio Cultura Viva pelo uso das tecnologias da informação e comunicação(TICs) em fomento a colaboração internacional para a produção cultural na comunidade dos países de língua portuguesa. Neste mesmo ano o projeto também conquistou recurso do Ministério da Cultura para  intercâmbio e intensificação da relação com Maputo / Moçambique no ICH.

Romper fronteiras e fomentar redes colaborativas é o objetivo do InterConexões Humanas, que estimula cadeias produtivas na economia global de informação pela mobilização de artistas, educadores e produtores culturais na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Atualmente inclui instituições do Brasil, Angola e Moçambique. Sua metodologia abarca mapeamento, formação de laços e orientação para projetos autogestionários. Visa que a representatividade local e a diversidade cultural levem a gestão colaborativa de projetos que agreguem valor mutuamente.