1ª Edição do Festival Wapi Brasil & Grande Concerto da Iveth ao vivo – Africanizamos Também!

A 1ª edição do Festival Wapi Brasil será lançada oficialmente no dia 02 de Julho na Ong Ação Educativa das 14h00 às 19h00.Nesta atividade Pré-Wapi, haverá a apresentação do evento ,exposição de fotografias da Campanha “Eu africanizo São Paulo”, Pocket-show com Amanda Negrasim, Raphao Alafim e Bukassa.

No dia 17/Julho na Pilulas de Cultura Feira Preta Edição de Hip-Hop com Poket Shows: Banda Aláfia com participação especial de Panikinho (Hip-Hop de Câmara) e Machado Saruê (Saruê Zambi), D’na Hill e o Mc mais elegante da atualidade, Rincon Sapiência – Exposição: Fotos Campanha Wapi Brasil 2011 “Eu africanizo São Paulo” – Local: Casa das Caldeiras –17/07 | Horário: 16hs ás 21hs.

A Soweto Organização Negra promoverá nos dias 12, 13 e 14 de Agosto no CEU-Inácio Monteiro a 1º edição do Festival WAPI BRASIL que é uma plataforma cultural para poetas, designers, MCs, dançarinos, grafiteiros, desenhistas, cartunistas, cantores e artistas envolvidos em qualquer arte visual e verbal, com ênfase na cultura afro-diasporica.

O Festival WAPI BRASIL objetiva fomentar o intercâmbio cultural com organizações de hip-hop do Brasil e do Continente Africano. Acredita-se que este intercâmbio cultural e a promoção da plataforma sociocultural possam abarcar e assim, solidificar um conjunto de significados compartilhados e símbolos específicos que expressam sentidos e constrói identidades.

WAPI é a abreviação de “words and pictures”, isto é, palavras e imagens. O WAPI é um festival que objetiva fomentar a divulgação de artistas ligados à linguagem visual e verbal. Neste contexto, o festival busca envolver as juventudes em questões pertinentes a esfera social, politica e cultural. O festival ocorre em terras africanas, tendo surgido no Quênia há seis anos e se espalhado por outros países como Tanzânia, Gana, Nigéria, Senegal, Sudão, Malawi, Nova York-Brooklyn e agora em solo brasileiro, tendo sua 1ª edição na Cidade de São Paulo.

O WAPI BRASIL 2011, cujo tema é “Eu africanizo São Paulo” é a primeira edição do Festival realizado em um país de Língua Portuguesa. Em sua essência, o objetivo primordial do Wapi Brasil é construir intercambio cultural com os coletivos de juventude e as organizações ligadas a Cultura Hip-Hop de países africanos e de Cultura afro-diasporica.

O WAPI BRASIL, assim como o Wapi Africano é um festival que tem como pano de fundo a Cultura Hip-Hop e caracteriza-se por ser temático, ou melhor, todas as edições do festival realizado em África seguem um tema especifico que envolve todas as atividades desenvolvidas.

Em dialogo com as edições do Wapi Africano, pensou-se em construir as atividades da 1ª edição do Festival WAPI BRASIL sob a temática “Eu africanizo São Paulo”. O tema do Festival objetiva dialogar com todas as atividades propostas para o evento, desde a exposição de artigos ligados a estética afro-brasileira e africana à apresentações artísticas.

O Festival WAPI BRASIL em sua perspectiva temática construiu a versão publicitária do Festival que visa dialogar com o tema do evento e suscitar discussões pertinentes à contribuição em todos os âmbitos dos afro-descendentes na Cidade de São Paulo e também dar visibilidade a contribuição efetiva destes homens e mulheres, negros e não-negros, jovens e adultos que africanizam a Cidade por meio da militância politica, estudantil, artística ou simplesmente citadina.

Nessa 1º edição, o Festival WAPI BRASIL estrutura-se na proposição de Seminários, Debate-papos, apresentações artísticas de vários gêneros musicais, oficinas, saraus, exposições e mostra de videos.
A entrada é franca e todas as atividades são gratuitas.

Gildean Silva “Panikinho” e Janaina Machado
Coordenadores do WAPI BRASIL
7459-6102 vivo / 8526-1072 tim / 6315-6732 claro

GRANDE CONCERTO AO VIVO com banda DA IVETH

Centro Cultural Franco Moçambicano – CCFM

Sábado, 9 de Julho · 19:00 – 22:30
Localização: Av. Samora Machel; Maputo, Mozambique
Bilhete: 250,00MT (Preço único)

Convidados: RAGE, ACE NELLS, DUAS CARAS, SIMBA, XITIKUH NIMBAULA, D-LON, JUTTY, RAINHA DA SUCATA, TIRA TEIMAS, MICRO 2, IZLO H
e outros (surpresas).

DJ: DJ DAMOST
Apresentação: MR ARSSEN

Produção: Cotonete Records X CCFM

Info: +258  844471440


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Premiação do Clássico HipHop 2010

Clássico HipHop Time é iniciativa a partir do programa radiofônico direcionado à cultura hiphop. Existe há 15 anos e foi responsável pela estréia tanto musical como em jeito de freestyle de vários artistas hoje da grande media em Moçambique. Segundo Helder Leonel, sonoplasta e apresentador: “Inicialmente o programa com uma hora passou pouco tempo depois para duas horas e dura há 15 anos”. Leonel é tambem MC e activista hiphop. O programa abrange vários sectores do hiphop principalmente na capital Maputo, prioriza o rap nacional e se caracteriza por conscientizar a juventude sobre a verdade do hiphop e os valores da vida.

Helder Leonel a.k.a. FaceOculta. Foto de Zito Billa, Arte de Alexandre Corazza

Na recente premiação do Clássico HipHop 2010 postaremos impressões de companheiros que vivem diretamente essa proposta de modo parceiro e colaborativo.

André Gustavo a.k.a. EmTranseGente. Foto de Helder Leonel

Representante da rede Interconexões Humanas e DJEmTranseGente teve Participação no Programa Recorte do Dia (Entrevista e Chamada para o Programa Hip Hop Time). Participação e Performance Musical e Diálogos “Empoderamento de Redes Sociais para o Monitoramento de Políticas Públicas”: Interconexões Humanas, Rede Da Quebrada pra Estrada e Harmônicas Batalhas – Programa HipHop Time – Rádio Cidade/Moçambique. EmTranse aponta o programa e a premiação iniciativas essenciais, mais um canal de diálogo da cultura, seus protagonistas e a sociedade. Coverssando pelo chat do FaceBook, Haydn Joyce (Joe) socializou um pouco do seu olhar sobre a premiação.

Haydn Joyce e Jornalista da STV

 

Salve mano quem foram os ganhadores dos Clássicos HHT 2010, e ae tdo bem?!

(Joe): ” Azagaia, melhor mc, artista popular

Iveth, melhor rapper feminino

Rage, melhor rapper masculino

Xitikuh Nimbaula, melhor urbano tradicional

El Puto, melhor produtor

Sociedad3 Anonima, melhor undergound

E eu axei todo justo todos mereciam “

Bacana eu posso publicar no blog a tua posição diante desses resultados?

(Joe): ” Claro que sim, digo mais estavamos diantes de rappers/grupos k trabalharam muito durante esses 5 anos em que hhtime preparou essa festa. Dae qualker um k ganhasse esse premio era um justo merecedorcana…”.

Talvez eu seja suspeito de classificar, mas ainda assim digo, todos os vencedores do Hip Hop Time Awards foram justos merecedores, alias, qualquer outro vencedor também era justo”

Haydn Joyce de (Joe)

 

S’Gee e Dingzwayu do Coletivo Xitiku Ni Mbaula – Foto de Zito Bila

* Parabéns aos manos que levam a tradição da cultura oral dos seus antepassados para o RAP e toda musica mundial, diretamente das comunidade de Patrice Lumumba e de Singathela. Estamu Juntos!!

Clássico Hip Hop Time 2010

No 12/02/2011 será dia inédito para a comunidade do HipHop Moçambicano, ocorrerá a entrega de prêmios envolvendo as principais revelações e protagonistas da mais pura e genuína celebração do cultura de rua. Confiram:

A Hora da verdade demorou chegar, Isto é  mais do que HipHop. Informe-se com os anexos e e esperamos por sí no próximo Sábado Cine Africa.

Termina hoje (6feira) a votação para HIP HOP TIME AWARDS. Podem votar nestas categorias até ao final do dia. No Sábado será a festa de entrega de troféus!!!

Foto da interconexao de 27 de Novembro de 2010.Da esquerda pra direita: Dingzwayu, Helder Leonel, Zito Bila (em pe), Miguel “Cherba” Prista e Tira-Teimas.

 Akel’Abraco!!!
 Paz! ÆΩ
Zito Bila

 



Irmandade – “3 de Fevereiro, Dia dos Heróis Nacionais” – Heróis Moçambicanos.

Que seria de Moçambique se Samora Machel ainda fosse vivo??? Eu não sei, só sei que Ele foi uma das maiores perdas que Moçambique já teve. Celebremos o 3 DE FEVEREIRO não só pelos Heróis Nacionais que já pereceram, mas também, e principalmente, pelos Heróis Nacionais que ainda vivem os dias difíceis de hoje, o POVO!” Haydn Joyce


Momento adequado para darmos continuidade a proposta socializada por nossos parceiros e irmãos moçambicanos , a partir da organização encabeçada pelo escritor, poeta e fotógrafo Zito Bila. Bila indica para conhecermos melhor um pouco da cultura moçambicana das suas inúmeras histórias e complexidade de um povo que com o trabalho forçado e resistente, hábitos e costumes, tem papel formador para a tão heterogênea e miscigenada identidade cultural brasileira, não nos balizando somente no padrão da língua do colonizador usurpador das nossas riquezas naturais, não nos retirou as vossas sabedoria, memória e representação historicamente constituída e que nos faz continuar. Saudações a tod@s manifestações postadas nas redes sociais qual somos interligados nos consegue a abrir alguns leques e cenários sobre as próximas e distanciadas realidades consumadas.

Zito Bila e Helder Leonel


Livros : Sugestões de leitura

No âmbito da última Interconecção on line do dia 27 de Novembro de 2010, entre Maputo, Luanda e São Paulo, promovido pelo IVOZ e realizado no CCJ de São Paulo, deixei algumas sugestões de leitura para todos os interessados, mas especialmente, para criadores de conteúdo, dentre escritores, compositores e MC’s do movimento Hip-Hop. Naturalmente, as sugestões que faço, visam principalmente os MC’s moçambicanos, que, na minha óptica, revelam ainda algum deficit no alcance e abrangência dos conteúdos que criam, ou melhor, podiam escrever mais e muito melhor se adoptassem o hábito de leitura.

Temos gente muito talentosa e atenta à realidade nacional e internacional actual, que escreve letras e compõe músicas com conteúdo educativo e crítico. No entanto também é verdade que alguns aspectos e assuntos passam despercebidos à muitos fazedores de cultura em geral, e músicos em particular.

Ora, para mim, este facto, limitante nos assuntos que os agentes culturais colocam em seus trabalhos, deriva principalmente de não se ter um hábito de leitura enraizado nas novas gerações de músicos. No tocante ao Hip-Hop Underground, as vivências e vicissitudes do dia a dia de um rapper, são o principal mote das letras que este escreve. Os Rappers têm demostrado estarem conscientes e atentos a realidade sócio-económica actual, tanto nacional quanto global. Costuma-se dizer ‘’um Nigga tá bem informado’’, com as óbvias limitações que a velha máxima ‘’ninguém sabe tudo’’ nos possa trazer.

Digo isto porque em matéria de informação, ainda muitos rapazes não investigam e/ou não sabem sobre suas própias raízes, sua árvore genealógica, seus parentes distantes, sobre a cultura da região de onde é ‘’originária’’ sua família; sobre a história de África em geral, e de Moçambique em particular. Noto também muita falta de informação sobre a Lei Mocambicana, desde o livro-mór, isto é, a Constituição da República (garante dos deveres e direitos de um cidadão) até aos regulamentos sobre direitos autorais e direitos conexos, e direitos de propriedade intelectual, que são uma protecção adicional para criadores de conteúdo.

Eduardo Mondlane

Falemos então da nossa história. Decerto o nome Eduardo Chivambo Mondlane (1920-1969) diz algo ao leitor, mas o pensamento, os ideais, a obra, continuam ou incompreendidas ou desconhecidas por muitos, daí que sugiro o seu livro intitulado ‘’Lutar por Moçambique’’, numa abordagem independentista e de construcao de uma nova nação. Sobre esta obra só posso dizer LEIAM POR FAVOR, ensina muito e esclarece sobre que Moçambique Mondlane desejava. Contrariamente ao que a maioria pensa, Mondlane, educado ainda muito novo de acordo com os dítames de um Cristianismo Presbiteriano (na Missão Suiça) e na Escola Metodista Americana de Agricultura (onde também serviu como professor) em Moçambique, e posteriormente nos Estados Unidos da América, na idade adulta, onde formou-se em Sociologia pela Universidade Northwestern de Illinois e doutorou-se em Antropologia pelaUniversidade de Harvard, revela-se mais um pensador de centro-direita (do tipo Social-Democrata e Cristão) do que de esquerda (Socialista Marxista –Leninista) como o eram alguns de seus colegas fundadores da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). OBRIGATÓRIO!

A Constituicao da Republica de Moçambique

Sugiro, no contexto legal, que se leia e se adquira ,se possível, A Constituição da República de Moçambique, que é de fácil leitura e compreensão. Do quarto parágrafo do seu preâmbulo extraio e cito: ‘’A presente Constituição reafirma, desenvolve e aprofunda os princípios fundamentais do Estado Maçambicano, consagra o carácter soberano do Estado de Direito Democrático, baseado no pluralismo de expressão, organização partidária e no respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.’’. Leia-se!

Kwame Nkkrumah Osagyef

Seminarista, Teólogo, e posteriormente Doutorado em Ciências da Educação pela Universidasde da Pensilvânia nos E.U.A., Nkrumah é inflienciado por Marcus Garvey, Karl Marx e Vladimir I.U. Lenine. Sua fonte de inpiração é a grandiosa nação Etíope e sua secular luta para manter independência, dai que tanto a Costa do Ouro (Gana), como muitos outros territórios africanos que a posteriori se tornam independentes adoptam o verde, amarelo e vermelho, cores da bandeira da Etiópia.

Neocolonialismo – O Último Estágio do Capitalismo

De Nkrumah leia-se ‘’Neocolonialismo: A Última Etapa do Imperialismo’’ (ou a edição em inglês: ‘’Neocolonialism: The Last Stage of Imperialism’’, que é a qual tive acesso). Muito elucidativo e actual, apesar de ter sido escrito em 1965, pois aborda esta nova onda de ‘’colonização financeira’’ que se assiste em África por parte dos mesmos países e consórcios que um dia colonizaram e expploraram grande parte do continente africano, tudo escrito em forma de previsão do que já está a acontecer actualmente. Obrigatório para esclarecer e perceber o business in Africa, seus donos, seus métodos, e a dependência que geram.Traduzo e cito uma passagem da Introducao do mesmo livro: ‘’A essência do neocolonialismo é que o Estado que a ele é sujeito, é independente apenas teoricamente, e ainda que goze de todas as garantias de soberania à nivel internacional, na realidade a política as políticas são ditadas do exterior.’’

Susan George

À nivel das acções da sociedade civil ‘’mundial’’, destaco a activista e Cientista Política Norte-Americana Susan George, membro e Presidente da mesa de assembleia do Instituto Transnacional (TNI) de Amesterdão, que dentre outras causas, dedica-se ao estudo do impacto das políticas do capitalismo liberal na economia e agricultura dos países do chamado ‘’terceiro mundo’’. Crítica acérrima dos modelos de desenvolvimento impostos pelas instituições de ‘’Bretton-Woods’’, nomeadamente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (ou Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD). No seu livro ‘’How the Other Half Dies’’ (‘’Como a Outra Metade Morre’’ – a tradução é minha) ela explana as razões da existência de tanta fome num mundo de 6 mil milhões de habitantes, que gera alimento e riqueza suficiente para sustentar 18 mil milhões de pessoas. Note-se que metade (1/2) de toda terra arável do mundo está nas mãos de 5 porcento (1/20) da população, ou seja, magnatas, consórcios e conglomerados do agri-business.

Paulina Chiziane

Por último, mas não por menos, sugiro aquela que considero, a ‘’mais’’ moçambicana das escritoras. Falo de Paulina Chiziane, que discorre muitas vezes sobre temas actuais da vida da maioria dos moçambicanos, tais como a poligamia, os ritos de iniciação, o curandeirismo, as práticas mágico-religiosas (bruxaria), os mitos e os tabús de uma ‘’moçambicanidade’’ cada vez mais globalizada. O livro ‘’ O Sêtimo Juramento’’ é uma viagem ao imaginário sobre a invocação dos espíritos e os supostos usos que se dá às almas vagueantes, desde a protecção pesssoal até ao ataque à ‘’inimigos’’ com recurso a feitiços. É uma obra de ficção que melhor espelha a realidade das gentes africanas, seus costumes, suas crenças, as quais levaram consigo para as Américas no auge do comércio esclavagista, e que até hoje são uma realidade de seus descendentes no Brasil, e mais expressivamente na Bahia, onde existe uma grande concentração de ‘’Afro-brasileiros’’.

AS OBRAS

MONDLANE, Eduardo, Lutar por Moçambique, Lisboa ,Sá da Costa – Edições Terceiro Mundo,1975 (1995)

Contitução da República, Maputo, Inprensa Nacional de Moçambique, 2004

NKRUMAH, Kwame, Neocolonialism: the Last Stage of Imperialism, London, Panaf books, 1971

GEORGE, Susan, How the Other Half Dies: the Real Reasons for World Hunger, New York, Pelican Books, 1976 (2010)

CHIZIANE, Paulina, O Sétimo Juramento, Lisboa, Editorial Caminho, 2000




IRMANDADE

2010 enganjado e ressignificado ICH, sem termos executado prioritariamente o nosso maior foco de ação a partir da transmissão audiovisual pela internet fora dinamizado formação de laços e comunicação a partir de e-mails, chats, skype, blog e relações pessoais e humanas a exemplo do intercâmbio Empoderamento de Redes Sociais Para Política Pública de 02 a 17 de Agosto em Maputo/Moçambique intermediado pela Rede Ivoz representada por André Gustavo e colaboradores do projeto no país africano. Agradecemos aos parceiros e parceiras do lado de lá dessa coletiva rota.

O histórico programa InterConexões Humanas realizado 27/11 em São Paulo a conexão estabelecida no Centro Cultural da Juventude – Ruth Cardoso(CCJ), fomentou a aproximação e diálogo com 3 países (Angola/Brasil/Moçambique) de forma estável numa interlocução dinâmica, ordenada e participativa. O Teor dos diálogos transitaram pelas temáticas de HipHop, Literatura Marginal, Meio Ambiente, Colaboração e um Sarau, qual mobilizou ativistas dos países interessados nas possibilidades de trocas simbólicas e tangíveis propostas pela ação.

A ativação metodológica visam sempre o mapeamento, formação de laços e orientação para projetos autogestionários, a representatividade local e a diversidade cultural levem a gestão colaborativa de projetos que agreguem valor mutuamente.

De acordo com os preceitos praticados, segue rica colaboração do nosso respeitado parceiro, fotógrafo e pensador da rede Interconexões Humanas, Zito Bila:

IRMANDADE – Consolidando o Movimento Hip-Hop

Prometido é devido, Ai Vai:

Surgiu em Outobro de 2010 um movimento pró Hip Hop novo, que se dedica a promoção de Grupos de MC’s e Produtores, de Graffiteiros/Desenhadores e da Cultura Hip-Hop em geral. Chamam ao colectivo IRMANDADE – Consolidando O Movimento Hip Hop, constituido por grupos de Rapper’s Residentes no Bairro Central (BC Hood para os Rappers e aficionados) aqui da capital Maputo, nomeadamente das clicks Alizé, Bairro Negro e Mhuiyve Records e Coordenado por elementos dos três grupos: Os MC’s Shackal (Alizé), Stinky Soldier (Bairro Negro) e Tira-Teimas (Mhuiyve Records).

O nome IRMANDADE existe há pelo menos quatro anos, mas era apenas um grupo de amigos que comungava dos mesmos de ideais de paz, de fraternidade, de busca de conhecimento, de re-educação cívica e moral atraves da música RAP, sem descurar da boa e natural crítica politico-social (que caracteriza o Hip-Hop Underground desde sua gênese).

No entanto a tripla viu a necessidade de encetar outras actividades como membros activos da Sociedade Civil, que não fossem exclusivamente a produção e gravação de músicas, bem como a participação periódica nos poucos shows de Hip-Hop que se realizam na Capital. Imbuídos de um humanismo e por meios próprios, estes rapazes provaram uma vez mais serem capazes, mais ainda, quando os apoios e parceiros são poucos, e não tem muito interesse em promover o RAP crítico-educativo, alegando que ataca as elites governativas, ultimamente empresariais.

No entanto posso afirmar convictamente que os membros do colectivo criticam positivamente, até porque anseiam por mudança e desenvolvimento sócio-económico num Moçambique cada vez mais ‘’globalizado’’, com tendência a aumentar os níveis de exclusão social. ‘’Reppa-se’’ sobre se apostar na educação, na manutenção e divulgação de valores culturais locais, sobre a necessidade de se combater a corrupção, sobre a criminalidade que tende a aumentar, sobre o desemprego, e ainda se apresenta algumas ideias de como colmatar alguns dos problemas que afectam nosso povo.

Desde o dia 24 de Outubro, estes camaradas tem organizado e produzido, com o suporte na realização e na fotografia de Zito Bila, e de Face Oculta, uma série de espectáculos denominados Shows Beneficientes da Irmandade, que visam a angariação de doações individuais e institucionais, ou seja, em que cada espectador/participante traga um artigo de roupa ou de comida não perecível para assitir ao show, e ao mesmo tempo promove-se os MC’s e demais fazedores da cultura Hip-Hop da Periferia (de Magoanine, de Inhagoia, da Mafalala, da grande Matola, do Patrice Lumumba, da Polana Caniço, do Bairro do Aeroporto, Georg Dimitrov, etc, ) que não tem espaço para actuar no centro da Cidade.

Vejam e divulguem o material fotográfico de alguns (e os mais ‘’notáveis’’) participantes, juntamente com os respectivos perfis artísticos. Já se realizaram seis edições do evento. Um holler especial ao graffiteiro/Beatbox Fig de la Virgem e ao Tira-Teimas. Os manos Participaram na interconexão Moçambique-Brasil- Angola de 27 de Novembro útimo, e pretendem manter o contacto para exposição de seus trabalhos. Faço menção honrosa aos dois, porque dos muitos convidados a participar no CCBM (Centro Cultural Brasil-Moçambique) na sessão on-line do referido dia, apenas eles honraram a agenda dos trabalhos, e infelizmente ainda houve muita gente fazendo fé de que tal INTERCONEXÃO não se realizaria, o que acabou por desanimar alguns convidados. Tal pensamento, ainda que negativista, só nos estimulou a continuar e ainda que com uma exiguidade e deficit de material o encontro correu maravilhosamente.

Aproveito para agradecer mais uma vez à disponibilidade e apoio do CCBM que foi condiçao sine qua non para a realização da conferência tripartida Moçambique-Brasil- Angola. Um muito obrigado também a todo pessoal que trabalha no CCBM e que facilitou nossa estada lá. Parabéns e Kanimambo Ivoz (Instituto Voz) por uma inerconexão Humana que vale a pena expandir e perpetuar.

RAP = Ritmo, Arte & Paz

Agradecimentos Especiais: Iveth Marlene, Delfina Dança, Zito Bila, Helder Leonel, Leonildo Banze Dingzwayu e S’Gee Salvador Nkamate, Simba Sitoi e de Angola Simão Hossi



#ich – Interconexões Humanas

O Projeto Interconexões Humanas recebeu em 2010 o Prêmio Cultura Viva pelo uso das tecnologias da informação e comunicação(TICs) em fomento a colaboração internacional para a produção cultural na comunidade dos países de língua portuguesa. Neste mesmo ano o projeto também conquistou recurso do Ministério da Cultura para  intercâmbio e intensificação da relação com Maputo / Moçambique no ICH.

Romper fronteiras e fomentar redes colaborativas é o objetivo do InterConexões Humanas, que estimula cadeias produtivas na economia global de informação pela mobilização de artistas, educadores e produtores culturais na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Atualmente inclui instituições do Brasil, Angola e Moçambique. Sua metodologia abarca mapeamento, formação de laços e orientação para projetos autogestionários. Visa que a representatividade local e a diversidade cultural levem a gestão colaborativa de projetos que agreguem valor mutuamente.

Este Abominável Mundo Novo

Zito Bila, companheiro acompanhou na cobertura fotográfica e em vários roles por Maputo no intercâmbio “Interconexões Humanas”. Batemos uma bola, torcedor do Benfica e tem como ídolo o jogador moçambicano Eusébio. O Intelectual me apresentou dois livros interessantes:

Livro Verde, de autoria do Presidente Muammar Al Qhatafi, da. Líbia

                                                                          معمر القذافي

 “A Humanidade está de fato atrasada porque o homem não fala a mesma linguagem do seu irmão, que foi herdada por ele e não aprendida. Contudo será apenas uma questão de tempo para a Humanidade alcançar esse objetivo sob risco da civilização retroceder”.

 

The Hip Hop Generation: Young Blacks and the Crisis in African American Culture

“Geração Hip Hop: jovens negros e a crise na cultura americana Africano”

A Geração Hip-Hop examina as principais forças políticas e sociais que moldaram jovens negros nascidos depois do movimento pelos direitos civis e as formas jovens negros nascidos entre 1965 e 1984 diferem dos seus pais. Com uma vista sobre os triunfos e as armadilhas do sucesso mainstream do hip-hop, Bakari Kitwana investiga prisão desproporcional da sua geração e as taxas de desemprego, bem como as guerras civis que ameaçam o futuro da América Negra, a partir da nova guerra dos sexos à cada vez maior fosso entre as gerações. Prestando especial atenção às questões críticas como as disparidades educacionais, brutalidade policial, e na crise da liderança negra, ele dá a sua própria análise provocante.

Kitwana crítica da militância e da política na geração hip-hop é talvez a realização mais notável deste livro. Enquanto muitos consideram negros jovens de hoje a ser apolítica e egoísta, Kitwana celebra o início de uma nova fase de capacitação Africano-Americano. Ele coloca um desafio aos artistas do rap, jovens ativistas e líderes dos direitos civis que irão mudar o ativismo Africano-Americano para sempre. Com uma visão extraordinária, Bakari Kitwana combinou a cultura e política desta geração, em um trabalho fundamental em estudos americanos.

 Bila disponibiliza conteúdo de sua autoria, mais colaborador # ICH / MZ #

 

Este Abominável Mundo Novo

 O (Abominável) Homem das cavernas, partiu…

Em busca do admirável mundo novo

Dentre artimanhas e máquinas, evoluiu…

(Auto) domesticado pela selvajaria de se comparar

A  si, consigo mesmo, pensou, sou livre

Livre de comparar, catalogar a carne e escravizar

Regressando a si, descobriu a verdade

Tudo que o motivara fora pura maldade

Queria ser livre p’ra outros aprisionar

– Vou tomar-lhes a força cogitara, a sua essência

“bestializa-los”, despi-los de consciência

E todo seu ser cultural exterminar

Hoje, consciente da hipocrisia d’ontem

Iria ver-se livre de tanta falsidade

Como poderia viver sabendo a verdade

que fora este abominável mundo novo, tecnológico

Que moldara

O admirável Homem das cavernas, Biológico

Queria ser livre, iria largar este mundo, buscar um paraíso

Teria coragem de iniciar a viagem

Nada o impediria de ser livre nunca mais

E lá, noutra paragem

Sua alma voltaria a ser selvagem

Iria morrer, e renascer qual fénix, admirável…

P’ra mudar este mundo,   …abominável…

Suicidou-se!!! … e com a morte se libertou!!!

A.K.a Zito Bila # CPLP # ICH # MZ é nós !