Clássico Hip Hop Time 2010

No 12/02/2011 será dia inédito para a comunidade do HipHop Moçambicano, ocorrerá a entrega de prêmios envolvendo as principais revelações e protagonistas da mais pura e genuína celebração do cultura de rua. Confiram:

A Hora da verdade demorou chegar, Isto é  mais do que HipHop. Informe-se com os anexos e e esperamos por sí no próximo Sábado Cine Africa.

Termina hoje (6feira) a votação para HIP HOP TIME AWARDS. Podem votar nestas categorias até ao final do dia. No Sábado será a festa de entrega de troféus!!!

Foto da interconexao de 27 de Novembro de 2010.Da esquerda pra direita: Dingzwayu, Helder Leonel, Zito Bila (em pe), Miguel “Cherba” Prista e Tira-Teimas.

 Akel’Abraco!!!
 Paz! ÆΩ
Zito Bila

 



Anúncios

IRMANDADE

2010 enganjado e ressignificado ICH, sem termos executado prioritariamente o nosso maior foco de ação a partir da transmissão audiovisual pela internet fora dinamizado formação de laços e comunicação a partir de e-mails, chats, skype, blog e relações pessoais e humanas a exemplo do intercâmbio Empoderamento de Redes Sociais Para Política Pública de 02 a 17 de Agosto em Maputo/Moçambique intermediado pela Rede Ivoz representada por André Gustavo e colaboradores do projeto no país africano. Agradecemos aos parceiros e parceiras do lado de lá dessa coletiva rota.

O histórico programa InterConexões Humanas realizado 27/11 em São Paulo a conexão estabelecida no Centro Cultural da Juventude – Ruth Cardoso(CCJ), fomentou a aproximação e diálogo com 3 países (Angola/Brasil/Moçambique) de forma estável numa interlocução dinâmica, ordenada e participativa. O Teor dos diálogos transitaram pelas temáticas de HipHop, Literatura Marginal, Meio Ambiente, Colaboração e um Sarau, qual mobilizou ativistas dos países interessados nas possibilidades de trocas simbólicas e tangíveis propostas pela ação.

A ativação metodológica visam sempre o mapeamento, formação de laços e orientação para projetos autogestionários, a representatividade local e a diversidade cultural levem a gestão colaborativa de projetos que agreguem valor mutuamente.

De acordo com os preceitos praticados, segue rica colaboração do nosso respeitado parceiro, fotógrafo e pensador da rede Interconexões Humanas, Zito Bila:

IRMANDADE – Consolidando o Movimento Hip-Hop

Prometido é devido, Ai Vai:

Surgiu em Outobro de 2010 um movimento pró Hip Hop novo, que se dedica a promoção de Grupos de MC’s e Produtores, de Graffiteiros/Desenhadores e da Cultura Hip-Hop em geral. Chamam ao colectivo IRMANDADE – Consolidando O Movimento Hip Hop, constituido por grupos de Rapper’s Residentes no Bairro Central (BC Hood para os Rappers e aficionados) aqui da capital Maputo, nomeadamente das clicks Alizé, Bairro Negro e Mhuiyve Records e Coordenado por elementos dos três grupos: Os MC’s Shackal (Alizé), Stinky Soldier (Bairro Negro) e Tira-Teimas (Mhuiyve Records).

O nome IRMANDADE existe há pelo menos quatro anos, mas era apenas um grupo de amigos que comungava dos mesmos de ideais de paz, de fraternidade, de busca de conhecimento, de re-educação cívica e moral atraves da música RAP, sem descurar da boa e natural crítica politico-social (que caracteriza o Hip-Hop Underground desde sua gênese).

No entanto a tripla viu a necessidade de encetar outras actividades como membros activos da Sociedade Civil, que não fossem exclusivamente a produção e gravação de músicas, bem como a participação periódica nos poucos shows de Hip-Hop que se realizam na Capital. Imbuídos de um humanismo e por meios próprios, estes rapazes provaram uma vez mais serem capazes, mais ainda, quando os apoios e parceiros são poucos, e não tem muito interesse em promover o RAP crítico-educativo, alegando que ataca as elites governativas, ultimamente empresariais.

No entanto posso afirmar convictamente que os membros do colectivo criticam positivamente, até porque anseiam por mudança e desenvolvimento sócio-económico num Moçambique cada vez mais ‘’globalizado’’, com tendência a aumentar os níveis de exclusão social. ‘’Reppa-se’’ sobre se apostar na educação, na manutenção e divulgação de valores culturais locais, sobre a necessidade de se combater a corrupção, sobre a criminalidade que tende a aumentar, sobre o desemprego, e ainda se apresenta algumas ideias de como colmatar alguns dos problemas que afectam nosso povo.

Desde o dia 24 de Outubro, estes camaradas tem organizado e produzido, com o suporte na realização e na fotografia de Zito Bila, e de Face Oculta, uma série de espectáculos denominados Shows Beneficientes da Irmandade, que visam a angariação de doações individuais e institucionais, ou seja, em que cada espectador/participante traga um artigo de roupa ou de comida não perecível para assitir ao show, e ao mesmo tempo promove-se os MC’s e demais fazedores da cultura Hip-Hop da Periferia (de Magoanine, de Inhagoia, da Mafalala, da grande Matola, do Patrice Lumumba, da Polana Caniço, do Bairro do Aeroporto, Georg Dimitrov, etc, ) que não tem espaço para actuar no centro da Cidade.

Vejam e divulguem o material fotográfico de alguns (e os mais ‘’notáveis’’) participantes, juntamente com os respectivos perfis artísticos. Já se realizaram seis edições do evento. Um holler especial ao graffiteiro/Beatbox Fig de la Virgem e ao Tira-Teimas. Os manos Participaram na interconexão Moçambique-Brasil- Angola de 27 de Novembro útimo, e pretendem manter o contacto para exposição de seus trabalhos. Faço menção honrosa aos dois, porque dos muitos convidados a participar no CCBM (Centro Cultural Brasil-Moçambique) na sessão on-line do referido dia, apenas eles honraram a agenda dos trabalhos, e infelizmente ainda houve muita gente fazendo fé de que tal INTERCONEXÃO não se realizaria, o que acabou por desanimar alguns convidados. Tal pensamento, ainda que negativista, só nos estimulou a continuar e ainda que com uma exiguidade e deficit de material o encontro correu maravilhosamente.

Aproveito para agradecer mais uma vez à disponibilidade e apoio do CCBM que foi condiçao sine qua non para a realização da conferência tripartida Moçambique-Brasil- Angola. Um muito obrigado também a todo pessoal que trabalha no CCBM e que facilitou nossa estada lá. Parabéns e Kanimambo Ivoz (Instituto Voz) por uma inerconexão Humana que vale a pena expandir e perpetuar.

RAP = Ritmo, Arte & Paz

Agradecimentos Especiais: Iveth Marlene, Delfina Dança, Zito Bila, Helder Leonel, Leonildo Banze Dingzwayu e S’Gee Salvador Nkamate, Simba Sitoi e de Angola Simão Hossi



InterConexão histórica leva Angola/Brasil/Moçambique para o CCJ

O programa InterConexões Humanas realizado no sábado passado (27/11) foi histórico.  Pela primeira vez conectamos 3 países (Angola/Brasil/Moçambique) de forma estável, que garantiu um debate dinâmico e participativo.  Neste dia integramos também o público do CCJ que participaram de outras atividades do projeto ‘Que país é este? Moçambique’ de curadoria de Carlos Subuhana.

A pauta foi orientada aos temas de HipHop, Literatura Marginal, Meio Ambiente e Colaboração e trouxe ativistas dos países interessados nas possibilidades de trocas simbólicas oferecidadas pela ação.  Realizamos o primeiro sarau à distância com leitura de poesias em português e língua tradicional de Moçambique em que a produção literária atravessou fronteiras pelas conexões de internet e tournou-se acessível pela oralidade de seus interlocutores.

A principal reflexão causada pelo programa InterConexõesHumanas deste último sábado foi a necessidade de maior intercâmbio entre Angola e Moçambique e o início do diálogo com os demais países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a consolidação da rede InterConexõesHumanas enquanto instrumento de difusão da cultura dos países lusófonos e da criação de bases para fomento do intercâmbio e da colaboração.

O balanço final foi de que chegamos a um momento mais maduro e de comprometimento com a difusão cultural sob todas as linguagens de expressão dos membros da CPLP e de que a Sociedade Civil Organizada é capaz de empreender ações inovadores em direção à uma cultura solidária às afinidades,  com perspectivas independentes dos veículos de comunicação de massa que resistem em não divulgar questões de interesse real dos produtores culturais e educadores de seus países.

Veja + fotos do encontro no Flickr

 

Que país é este? #ICH apresenta Moçambique

No próximo sábado 27/11 ocorrerá mais uma Interconexão Humana entre São Paulo e Maputo, promovendo o encontro entre produtores culturais e artistas brasileiros e moçambicanos com o objetivo de fomentar redes colaborativas e de trocas culturais entre a comunidade de países de lingua portuguesa CPLP.

Em São Paulo a conexão será estabelecida no Centro Cultural da Juventude – Ruth Cardoso(CCJ) e será aberto ao público interessado que poderá participar das discussões que envolverão  cada um dos blocos temáticos da programação: Literatura, HipHop, Redes Socias/Internet e Intercâmbio Brasil-Moçambique.

Sábado 27/11/2010

São Paulo / Brasil : 10:00 as 14:00 – CCJ (Centro Cultural da Juventude)

Maputo / Moçambique : 14:00 as 18:00 – CCBM (Centro Cultural Brasil-Moçambique)

Acompanhem Cobertura Colaborativa

Siga @ivoz e acompanhe a tag #ich no twitter

Fotos do Intercâmbio no Facebook e Programação

Confira também as publicações realizadas durante o intercâmbio de André Gustavo (a.k.a. DJ EmTranseGente), também pelo FaceBook.  Já temos as primeiras fotos postadas no álbum InterConexõesHumanas.

Visite, comente e acompanhe.  O projeto InterConexõesHumanas tem como principal objetivo aproximar artistas e educadores dos países de língua portuguesa e esperamos poder proporcionar inúmeras outras oportunidades de intercâmbio, mas, por hora, virtualmente já podemos prover uma pequena fresta no canal de comunicação entre Brasil e Moçambique.

” Esperemos que um dia isto se torne uma janela “

InterConectando Culturas

Um marco nas ações do projeto InterConexões Humanas foi iniciado com a viagem de um dos principais articuladores brasileiros desta rede, à convite da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), para a participação no evento de Empoderamento de Redes Sociais com ênfase nas possibilidades de produção colaborativa entre artistas e educadores dos países de língua portuguesa pelo incentivo ao acesso à internet e aos meios de produção de conteúdo digital.

Por meio do Edital de Intercâmbio, do Ministério da Cultura, André Gustavo, vulgo DJ EmTranseGente, cruzou o Atlântico a fim de estreitar ainda mais os laços que esta iniciativa tem criado ao longo de seus breves dois anos.

Parabéns a todos os angolanos, brasileiros e moçambicanos que, juntos, constróem esta rede.

Acompanhem os posts neste blog, pelo twitter, facebook e flickr.  Convidamos a todos a interagir e compartilhar deste momento tão importante para a aproximação entre os países.

Deu no Le Monde: Aumentam os investimentos para que a África tenha acesso à Internet de alta velocidade

por
Philippe Bernard

Conectar-se à Internet na África é como telefonar na França dos anos 1960. Conexões aleatórias, velocidade de transmissão terrível, panes inesperadas, às vezes com cortes de eletricidade que tornam inúteis as horas de paciência. “Uma carroça puxada por mula sobre uma autoestrada”, resume um internauta do Moçambique no site da BBC. No Quênia, uma propaganda de Internet rápida mostra um executivo furioso batendo a cabeça em seu computador.

Então é uma boa notícia para o continente: o primeiro cabo de fibra ótica que liga a costa leste à Europa e à Ásia acaba de ser inaugurado nas cidades portuárias de Mombasa (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia). Ao longo de 17 mil quilômetros que atravessam o oceano Índico, essa nova artéria do planeta comunicante conecta África do Sul, Moçambique e Tanzânia a Marselha, Londres e Mumbai. Metade do investimento de 420 milhões de euros foi cedida por operadoras e investidores sul-africanos, e a outra metade por quenianos e americanos.

Abusando de frases grandiloquentes, os empreendedores desse cabo chamado “Seacom” anunciam uma redução de 90% do custo de acesso à Internet rápida para as operadoras e uma velocidade dez vezes maior. De fato, as novas capacidades oferecidas deverão melhorar o desempenho e os preços de uma Internet africana que muitas vezes depende de ligações por satélite, mais caras e menos eficientes.

Mas “o despertar de uma nova era para as comunicações”, segundo seus discursos, não é um acontecimento singular.

Só no ano que vem, quatro outros cabos – dois na África Ocidental (GLO-1 e MaIN OnE), dois no leste do continente (TEAMs e EASSy) – serão ativados, e dois outros até 2012. O aceleramento é considerável: antes da Seacom, a África Oriental não tinha a fibra ótica, e a África Ocidental tinha um único cabo, SAT3, em serviço desde 2002. Diversas dessas instalações, cuja cabeça-de-ponte é a África do Sul, estarão prontas para a Copa do Mundo de futebol em 2010.

“A mudança foi radical: a Internet é agora considerada como um elemento estratégico pelos governantes africanos”, constata Georges Krebs, diretor-geral adjunto das redes submarinas na Alcatel-Lucent, um dos principais fornecedores de cabos. “Um corte na Internet é sentido tão duramente quanto uma pane elétrica. Cortes acidentais no Sudão ou no Egito foram tratados como questões de Estado”.

Educação, medicina, centrais de atendimento, turismo, informação: não faltam aplicações da Internet em um continente que, superando todas as expectativas, adotou de forma maciça e rápida o celular como um substituto à mediocridade das estradas e da rede telefônica fixa, adaptando seus usos à pobreza que prevalece. Além disso, os economistas consideram a Internet como um acelerador de crescimento. Um recente estudo do Banco Mundial avalia que um aumento de 10% dos pontos de acesso à Internet rápida gera 1,3 ponto de crescimento.

É verdade que na África, onde em média menos de 5% da população utiliza a Internet (0,5% no Congo-Kinshasa, mas 8% no Senegal), a margem de crescimento é enorme. Em termos de velocidade, visto que o imenso continente só dispõe, por enquanto, de um terço da capacidade de um Estado como a Índia, segundo a União Internacional das Telecomunicações. Mas também em termos de preço, uma vez que lá o custo de acesso é de 5 a 10 vezes mais alto que em países desenvolvidos. Em um ciber-café de Brazzaville, a hora de conexão (lenta) custa metade do equivalente à diária de um salário mínimo ideal.

“O grau de crescimento da demanda com poder aquisitivo – o índice é de dois dígitos em um ano – é tão alto que não há risco de capacidade excessiva dos novos equipamentos”, garante Vivek Badrinath, diretor-executivo da France Telecom. Ele responde dessa forma aos observadores que destacam a propensão das “operadoras históricas”, também coproprietárias do cabo existente, a trancar seu acesso para impedir seus concorrentes de poderem acessá-lo, causando a escassez. Em certos países, o uso do telefone pela Internet é proibido às empresas para proteger o mercado da telefonia fixa.

Localmente, os antigos monopólios sobre o telefone muitas vezes ficam nas mãos dos clãs no poder. A France Telecom Orange, bastante presente nas operadoras africanas, exibe “a democratização da Internet” como “uma prioridade estratégica”. A Internet sem computador, ou seja, a difusão de terminais do tipo iPhone simplificados e fabricados na China ou na Europa, poderia ser seu vetor na África. Por falta de cabeamento terrestre suficiente, as redes de telefonia móvel parecem estar em melhor posição para popularizar o acesso à Internet.

Resta saber se as novas capacidades oferecidas encontrarão uma demanda com poder aquisitivo, e se a concorrência favorecerá tarifas mais acessíveis. Sem se comprometer com a redução dos preços, Badrinath acredita que a insuficiência do acesso ao cabo impediu até o momento moderar as tarifas.

De fato, a concorrência deverá se intensificar na África Ocidental, onde os principais empreendedores dos dois projetos de cabeamento concorrentes são a francesa Orange e operadoras sul-africanas, presentes nos países servidos.

Eric Bernard, autor de uma tese sobre a Internet na África Ocidental, duvida de uma verdadeira democratização. “Por que monopólios de fato, cujos clientes são fieis, abaixariam seus preços?”, ele questiona. “Será difícil para eles encontrar um número suficiente de clientes com poder aquisitivo e munidos de computadores para compensar a diferença de lucro”.

O futuro dirá se essa competição beneficiará também os países da África Central. Cercados, eles dependem ou do satélite – que tem a vantagem de servir uma zona inteira sem infraestrutura terrestre -, ou da boa vontade de seus vizinhos que têm uma orla marítima.

Pois os cabos não são simples canos de som e imagem. Sua cartografia reflete a realidade das relações econômicas. Dessa forma, a Nigéria e a África do Sul, potências dominantes do continente, são as principais empreendedoras africanas dos cabos. Os novos cabos costeiros permitirão ligar os países africanos que interessam ao mundo rico (destino de 90% do tráfego), mas também entre eles diretamente. Uma pequena revolução em relação à situação atual, onde 75% do tráfego interafricano transita (via satélites) por plataformas nos países do Norte, que recebem deles os benefícios.

Entretanto, a conquista pelos africanos de seu ciberespaço continuará limitada: pelo jogo das filiais das operadoras e das participações financeiras nos consórcios que administram as ligações em fibra ótica, europeus e americanos continuarão a manter a melhor parte.

Tradução
Lana Lim

fonte
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2009/08/24/ult580u3883.jhtm